Simon defende ação da OAB que pune a tortura e diz que anistiar não é esquecer




O senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu hoje (26), em pronunciamento da Tribuna do Senado, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n° 153, de autoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que questiona a Lei da Anistia e pretende punir os crimes de tortura praticados durante a ditadura militar (1964-85). "O esquecimento da história é o berço da impunidade; e a impunidade é ancestral da violência", afirmou Simon em seu discurso, ao sustentar que anistia não é esquecimento. "Quem esquece a história é cúmplice nos mais de 50 mil assassinatos, por ano, no Brasil, ou 500 mil numa década", afirmou. A ADPF n° 153 será julgada em sessão do Supremo Tribunal Federal na próxima quarta-feira e foi apresentada ao Supremo em outubro de 2008 pelo então presidente nacional da OAB, Cezar Britto, e conta com integral apoio do presidente da entidade, Ophir Cavalcante, que comparecerá ao julgamento.

Fonte: 0AB

Brasília - 27/04/2010

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