Emoção marca homenagem na OAB-ES às vítimas do Holocausto



“Quando lembramos as vítimas do Holocausto, lutamos para que não se repita tamanha violação dos direitos humanos. Descortinar é caminhar no sentido de evitar”, declarou a vice-presidente da OAB-ES, Nara Borgo, durante a cerimônia, nesta quinta-feira (28), em homenagem àqueles que morreram nas mãos do exército nazista.

A emoção tomou conta do auditório da Ordem no primeiro evento realizado no Estado dedicada ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, com a presença da sobrevivente, senhora Lúcia Carasso, de 86 anos, que ainda possui a tatuagem no braço que apresenta o número de identificação dela em um campo de concentração na Polônia.

“Esse evento é muito importante e, sem dúvida nenhuma, tem que contar com o apoio da OAB, porque quando pensamos nas vítimas do Holocausto estamos intimamente ligados aos Direitos Humanos. A Segunda Guerra significou uma ruptura com os Direitos Humanos e o pós- guerra promoveu essa internacionalização dos Direitos Humanos, fazendo com que os países assumissem o compromisso internacional de defesa e promoção dos Direitos Humanos”, explicou Nara Borgo.

Ainda em seu discurso, a vice-presidente enfatizou que a OAB-ES está de portas abertas não só para combater as violações atuais, mas para promover a educação no campo dos Direitos Humanos. “Por mais que tenhamos caminhado, ainda temos constantes violações muito semelhantes as que aconteceram com as vítimas do Holocausto como tortura, desaparecimentos, mortes em sistemas penitenciários e a intolerância religiosa fortíssima. Nós recebemos na Ordem um ofício da Secretaria Internacional dos Direitos Humanos, dizendo que o Espírito Santo foi cadastrado como um dos estados com o maior índice de intolerância religiosa. Apesar dessas denúncias não serem formalizadas, somos um Estado intolerante. Então, esse evento é no sentido de revelar que em que pese mostrar que estamos reconstruindo os Direitos Humanos a partir da Segunda Guerra, temos um caminho muito grande pela frente.”



Representante as pessoas com deficiência, a presidente da Comissão Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-ES, Maristela Lugon Arantes, também foi convidada a proferir algumas palavras. “Nós vamos lutar com força e fé para que tenhamos daqui para frente uma sociedade mais igualitária e humana, para que todos possam ser tratados com dignidade e respeito, porque as pessoas são livres e podem escolher como viver, com quem viver e de que modo viver”, salientou.



Simbolizando os seis milhões de judeus exterminados no Holocausto, foram acesas seis velas por duas gerações, representando a passagem da história de uma para a outra, para que nunca nos esqueçamos. Cada vela simboliza um milhão de judeus mortos. 

Durante a homenagem, dona Lucia Carasso recebeu uma placa de homenagem e agradecimento pela presença. Dona Leia Feimam, que conseguiu fugir do campo de concentração, também foi homenageada com um buque de flores.

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