Mesmo interditado DPJ de Linhares mantém recolhidos mais de 30 presos



“Um barril de pólvora”. Assim classificou a situação do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares, o presidente da 3ª Subseção, Petrius Abud Belmok. Mesmo com a interdição determinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca de Linhares, Thiago Vargas Cardoso, mais de 30 detentos permanecem recolhidos na unidade.

De acordo com o presidente da Subseção de Linhares, os presos estão sendo mantidos no local em condições subumanas. “Há riscos para a integridade física não só deles mas também de toda a população de Linhares, pois o DPJ se assemelha, neste momento, a um barril de pólvora prestes a explodir”, afirmou.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) está, junto com a Subseção de Linhares, acompanhando as intervenções que estão sendo feitas para garantir a imediata transferência dos presos para unidades prisionais adequadas.

Nós estamos em contato direto com o juiz Thiago Cardoso, mas também já estamos nos articulando com a Defensoria Pública para que, se necessário, entremos com uma ação civil pública contra a Secretaria de Estado de Justiça, já que a ordem judicial não está sendo cumprida”, afirmou Petrius Belmok.

A interdição do DPJ foi determinada pelo juiz da 2ª Vara de Criminal da Comarca de Linhares no último dia 3 de setembro. Em sua decisão, Thiago Cardoso também ordenou a transferência dos presos até o dia 15 do último mês.

 

13/10/2010

 

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