OAB-ES e Assembleia Legislativa lançam nesta segunda (17) a campanha “Por mais mulheres na política – Não seja laranja”

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) e a Assembleia Legislativa (Ales) estão unindo forças para incentivar a participação das mulheres na política. Na próxima segunda-feira, dia 17, será lançada a campanha “Por mais mulheres na política – Não seja laranja”.

O lançamento vai acontecer às 18 horas no auditório Hermógenes Lima da Fonseca, no prédio da Assembleia. Quem está à frente da campanha é a vice-presidente da OAB-ES, Simone Silveira; a presidente da Comissão da Mulher Advogada e conselheira estadual, Patrícia Santos da Silveira; a advogada Leila Imbroisi, membro da Comissão da Mulher Advogada e coordenadora do projeto “Mulheres na Política”; a deputada estadual e procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa Janete de Sá, e a supervisora da Procuradoria Especial da Mulher da Ales, Valéria Zachel.

O mote da campanha é “Não seja laranja” em referência a candidaturas laranja nas eleições. A ideia é desenvolver diversas parcerias para fomentar a participação das mulheres na vida política do País, especialmente em um ano de eleições majoritárias.

A vice-presidente da OAB-ES, Simone Silveira, falou sobre os objetivos da campanha: “O evento é para incentivar a participação efetiva das mulheres na política e para mostrar a elas a importância de não aceitar o comparecimento no processo eleitoral apenas como laranja. Os trabalhos serão apartidários e as propostas são no sentido de conhecer, ouvir e de dar voz a todas as mulheres que possam contribuir com sua força, ousadia e coragem, para avanços na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.  

A presidente da Comissão da Mulher Advogada, Patrícia Silveira, destacou a importância dessa iniciativa: “A necessidade da participação feminina na política está diretamente ligada à necessária conscientização de que essa participação feminina tem que ser qualificada. Não há como aceitar que mulheres registrem suas candidaturas para serem usadas apenas para cumprir a cota de candidaturas femininas prevista na legislação brasileira. Por esta razão, esse estímulo de participação vem atrelado à #naosejalaranja. Temos que estimular uma participação feminina na política de forma efetiva”, destacou.

COTAS

A coordenadora do projeto “Mulheres na Política”, a advogada Leila Imbroisi, alertou para as fraudes eleitorais: “É necessário lutarmos pela efetividade das cotas de gênero, que apresentam excelentes resultados em outros países, como Ruanda e Bolívia, por exemplo. As candidaturas fictícias de mulheres para preencher as cotas de gênero constituem uma simulação, uma fraude eleitoral, e devem ser punidas para não prejudicarem a implementação de ações afirmativas de gênero na política. Ademais, é importante que o sistema eleitoral brasileiro seja alterado. Eu defendo o sistema de lista fechada com alternância de gêneros para combater a sub-representação feminina na política”, ressaltou.

A deputada estadual Janete de Sá destacou: “Quando se trata de questões políticas, a mulher ainda é muito subjugada pela sociedade em geral. Nós precisamos construir um campo fértil para atuação da mulher dentro dos partidos, precisamos que os governos atuem em prol de uma campanha mais participativa das mulheres, mas precisamos, também, de uma conscientização dos próprios eleitores e partidos do impacto positivo dessa igualdade de representação na política, temos que alcançar a igualdade numérica nos Parlamentos, especialmente em nosso Estado”.   

A supervisora da Procuradoria da Mulher da Assembleia, Valéria Zachel, ressaltou a necessidade de mudança: “É fato que temos cotas de 30% para candidaturas femininas, mas chegamos ao máximo de 10% de mulheres eleitas no Espírito Santo. Essa realidade precisa mudar, precisamos lutar ao menos pela paridade deste ranking, para que tenhamos uma política com menos desigualdade”.


Valéria Zachel, Simone Silveira, Janete de Sá, Leila Imbroisi e Patrícia Silveira: unidas na luta por maior representatividade da mulher na política 

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