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OAB-ES convida para debater "crise institucional" do Brasil em Roda de Conversa
08 de Junho de 2017 • 17h48
OAB-ES convida para debater
As nuances da “crise institucional” por qual passa o Brasil serão objeto de discussão da Roda de Conversa organizada pela Comissão de Direito Eleitoral da OAB-ES, que será realizada no próximo dia 20, às 18h30, no auditório da Seccional. A participação do cientista político Fernando João Pignaton e do jornalista Vitor Vogas, titular da coluna Praça Oito de A Gazeta estão confirmadas e irá nutrir os participantes com contundentes análises.

Segundo o presidente da Comissão, Luciano Ceotto, o objetivo do evento é falar sobre o grande atrito institucional que está acontecendo e discutir para onde vai a institucionalidade brasileira com todos esses choques na máquina administrativa. Para tanto, foram escolhidos os temas: Presidência da República; Cometimento de Crime; Responsabilidade Político administrativa; Crime Comum; Código Eleitoral e Processo institucional de sucessão.

“Nós temos que achar uma forma de lutar contra essa corruptocracia instalada no país, mantendo intocadas as estruturas de garantias e seguranças jurídicas previstas na Constituição”, frisou Luciano Ceotto.

Ele explica que existe hoje uma fratura institucional exposta na medida em que temos dirigentes do país, em grande número, envolvidos com práticas ilegais. "Mas, embora o clamor popular seja muito forte, é preciso que se conduza o processo de depuração com a velocidade que a população quer, sem enfraquecer os sistemas de garantias individuais e de segurança jurídica previstos na Constituição de 1988", afirmou.

O cientista político Fernando Pignaton explica que é difícil traçar um cenário de futuro para o Brasil. “É preciso ultrapassar a experiência de uma visão estadista de conduzir o desenvolvimento. Ao longo da discussão, pretendo falar sobre o que pode acontecer com esse processo de sucessões e fazer uma análise sobre para aonde vai o Brasil após a crise. Precisamos abranger a questão da fronteira entre as determinações técnico-jurídica e a operação da força política, pois esta é a tensão que o Brasil está vivendo agora. Além de toda essa discussão é importante enfatizar o quanto custou a Constituição de 1988 e não podemos abandoná-la.”
 
     
 
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