MCCE: Ineficiência que gera mortes não é acidente

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE-ES), do qual faz parte a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Espírito Santo (OAB-ES), condenou as práticas corruptas que impedem o bom funcionando do Estado e resultam em acidentes como o ocorrido nessa quinta-feira (22), na BR 101, em Guarapari. 

Para o Movimento, o ocorrido não pode ser considerado mero acidente, uma vez que a segurança que se espera dos serviços públicos e daqueles prestados por concessões do Estado não foi respeitado.

O MCCE propõe que as instituições públicas e privadas envolvidas encarem a tragédia sob a ótica de uma sequência de fragilidades que, se não tratadas de forma séria, responsável e imediata, matarão novamente.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:

A corrupção é fruto de um comportamento humano que tem como combustível a ganância e o desvio moral. No Brasil, a ausência de governança e a politização de órgãos técnicos e fiscalizadores esta agravando esse cenário.

O conceito de acidente está relacionado a eventos indesejáveis e inesperados, mas
evitáveis a partir da atuação responsável e prudente dos atores envolvidos.

Reunidas em reunião ordinária para tratar de propostas contra a corrupção que assola o país, as entidades que compõem o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral entenderam necessário, primeiramente, prestar condolências às famílias das vítimas da tragédia que abalou a sociedade capixaba na última quinta-feira (22) e, publicamente, manifestar-se sobre a colisão causada por um veículo transportando bloco de rocha ornamental tirando a vida de 22 cidadãos inocentes, que não pode ser tratado apenas como mais um grave acidente: é o retrato corrente da ineficiência estatal e deve ser apurado com o rigor da Lei.

Quantas vidas mais serão necessárias para alcançar a segurança que se espera dos
serviços públicos e daqueles prestados por concessões do Estado? O MCCE propõe que as instituições públicas e privadas envolvidas encarem a tragédia sob a ótica de uma sequência de fragilidades que, se não tratadas de forma séria, responsável e imediata, matarão novamente.

Diante dos fatos, entendemos que não é acidente:

1- O descumprimento contratual da concessão rodoviária.
2- Agências reguladoras com interferência política.
3- Balanças de pesagem inoperantes e com rotas de fuga.
4- A despreocupação dos extratores e exportadores de rochas com sua cadeia produtiva e logística.
5- Imprudência nas estradas e descumprimento das leis de trânsito.

A ineficiência estatal não é acidente. Exigimos medidas duras e concretas!

Entidades signatárias, componentes do MCCE:
Conselho Regional de Contabilidade - Espírito Santo
OAB/ES - Comissão de Combate à Corrupção e à Impunidade
Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo
ONG Transparência Capixaba
Fórum das Carreiras Típicas de Estado do Espírito Santo
Associação dos Magistrados do Espírito Santo
keyboard_arrow_up