Homero defende plebiscito para decidir sobre nova eleição

Homero defende que população decida o futuro do país. Foto: Sérgio Cardoso/Divulgação.
Homero defende que população decida o futuro do país. Foto: Sérgio Cardoso/Divulgação.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra, defendeu a convocação de um plebiscito para que a população possa decidir pela realização de novas eleições para presidente da república. A defesa foi realizada durante o lançamento do comitê local do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) do Espírito Santo na sede da Ordem, nesta terça-feira (12).

Homero Mafra reconhece que a alternativa não é fácil. “Em boa hora acabamos com o financiamento privado de campanhas. Mas precisamos pensar que este é o país do encontro e fazer a travessia. Pensar não só o combate à corrupção, mas pensar no depois. O como nós não sabemos. Mas  há um mandamento fundamental na Constituição que diz que todo o poder emana do povo. Não estaria na hora de consultarmos o país após o desfecho do processo de impeachment? Se o povo quer manter o vice-presidente ou a presidente eleita no cargo? Ou será que o desejo é por novas eleições diretas? Como fazer? Nós temos que buscar uma alternativa, mas temos que ter a consciência que todo poder emana do povo. É preciso buscar a radicalidade democrática e ela está em consultar o povo”, defendeu.

Após a defesa da consulta de um plebiscito, Homero Mafra reconheceu que a alternativa não é fácil e não deve encontrar defesa jurídica fácil, mas que é a melhor forma de legitimar a atividade política atualmente muito criticada. “Nós vivemos o problema da corrupção, mas temos que defender a atividade política como essencial a vida democrática. Não podemos negar a importância dela. Não podemos negar que os agentes políticos têm um papel fundamental na democracia que queremos construir. Temos que nos manter vigilantes, mas com a vigilância da força do povo, não uma vigilância udenista, reacionária”, reforçou.

Muitas autoridades participaram do evento. Foto: Sérgio Cardoso/Divulgação.


Sobre as eleições municipais deste ano, o presidente da Seccional da OAB acredita que o desafio é a transformar o pleito na eleição da transparência. “Quando nós começamos a ler sobre as eleições próximas ouvimos que será a eleição do Caixa Dois. Esse é o desafio que está colocado para todos nós. Transformar a eleição do Caixa Dois na eleição da militância e da “sola do sapato”. Temos que voltar ao tempo que o golpe de 1964 apagou. Quando a atividade política era feita com a finalidade de servir. Nós precisamos disso, de um tempo de democracia e liberdade. Tempo em que a democracia só se afirma se o poder econômico não for aquele que dirige o processo eleitoral”, declarou.

Para Homero Mafra, existe um desafio posto para todos que vão atuar, direta ou indiretamente da realização das eleições de 2016. “O desafio que está posto para todos nós é transformar essa eleição na eleição da representatividade popular. Temos que pensar no futuro. Esse país precisa encontrar caminhos e existem caminhos. Um  deles é consultarmos o povo através do plebiscito”, reforçou.

O comitê local do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) foi criado no Espírito Santo com a assinatura das seguintes entidades: Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Transparência Capixaba, Fórum das Carreiras Típicas de Estado, Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages), Conselho Regional de Contabilidade (CRC) e Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo.

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