Comissão da OAB-ES constata irregularidades nos Hospitais Infantil e no antigo São Lucas

A Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES realizou vistorias no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG), Em Vitória, e no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (Antigo São Lucas) nos meses de junho e julho, a partir de denúncias feitas à Ordem, e constatou diversas irregularidades.   

De acordo com a Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Flavia Murad, os maiores problemas foram encontrados no Hospital Infantil. “A estrutura física é crítica. Há sérias avarias, mofo, infiltrações e goteiras por todo o hospital. Existe ainda superlotação com necessidade de vagas nas UTI’s pediátrica e neonatal”, frisou a advogada. 

Também foi constatado que não há espaço físico suficiente no ambiente hospitalar, dificultando o trabalho da equipe profissional e causando estresse em todos os envolvidos no processo como pacientes, acompanhantes e nos próprios profissionais da saúde. A acessibilidade também é precária, segundo a advogada, pois a rampa que dá acesso ao andar superior está interditada e o acesso está sendo realizado por uma escada estreita, sem qualquer condição de manobras de urgências. 



Apesar de todos os problemas encontrados, Flavia Murad enfatiza que é nítido o engajamento do corpo de profissionais da saúde para que o hospital funcione e que todas as crianças sejam bem atendidas, mas “é calamitosa a situação do HINSG para todos os envolvidos”. 



No Hospital Estadual de Urgência e Emergência (antigo São Lucas), o problema também é sério, uma vez que  ainda há falta de leitos de retaguarda na enfermaria para acomodar toda a demanda recebida. A rede básica, conhecida como Pronto Atendimento (PA), não funciona de maneira eficiente. 

A presidente da Comissão Especial de Direitos da Pessoa com Deficiência, Maristela Lugon, que também participou das inspeções, ressalta que no Hospital Estadual de Urgência e Emergência existe visível superlotação e há falta de espaço para acomodar os pacientes que são atendidos em macas nos corredores. 



Com todas as informações reunidas, a Comissão vai produzir um relatório que será encaminhado ao Conselho Seccional da Ordem para as devidas providências.

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