Cine OAB, com auditório lotado, promove debate sobre direito de transgêneros

Auditório da OAB-ES lotado em exibição de filme. Foto: Divulgação.
Auditório da OAB-ES lotado em exibição de filme. Foto: Divulgação.

Por meio do projeto Cine OAB, foi debatido nessa quinta-feira (24), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), as nuances do Direito aplicado a pessoas transgêneros. Após a exibição do filme Garota Dinamarquesa, de Tom Hooper.

Presidente da OAB-ES, Homero Mafra fez uma saudação aos presentes antes do início da exibição do filme e reforçou que a Ordem é a casa da cidadania. “Essa é a casa onde devemos debater os grandes temas do país. Vivemos um clima de intolerância e vemos o avanço de posturas retrógradas e conservadores. Por isso, é bom ter um evento como este na Ordem”, disse.

A exibição do filme, promovida pela Comissão de Ensino Jurídico da Ordem, contou com mais de 120 participantes de diversas faculdades do Espírito Santo. Presidente da Comissão, Luiz Augusto Belline não escondeu a satisfação em ver diversos advogados e advogadas em formação no auditório da OAB-ES. “Fico feliz da diretoria da Ordem ter nos possibilitado fazer esse projeto que dá tão certo”, comemorou.

O filme conta a história da transexual Lili Elbe, considerada primeira pessoa a se submeter a cirurgia de mudança de sexo no mundo, que antes de se assumir Lili, era um famoso pintor Einar Mogens Wegener, interpretado por Eddie Redmmayne. O filme foi escolhido para que seja feito o debate concreto de alguns dos conceitos mais fundamentais nas discussões contemporâneas sobre gênero.

Para debater o assunto, após a exibição do filme foi realizado um debate com a Comissão de Diversidade Sexual, presidida pela conselheira Seccional da OAB-ES, Flávia Brandão. Também participaram o doutor em Psicanálise Dalton Demoner Figueiredo e o coordenador da Rede de Educação para a Diversidade da Ufes, Toninho Lopes.

De acordo com o doutor Dalton Demoner, há muito o que se discutir ainda nas questões de gênero. “Por exemplo, como proceder com um transgressor da lei que for transgêneros? Ele ficará junto com homens ou mulheres? Como ele é retratado em um passaporte? São questões em debate. Hoje o Estado garante a mudança, mas no período do filme isso não era possível”, destacou.

Demoner lembrou que é importante o estudante se habituar a esses temas que, futuramente, podem ser apresentados a eles no dia a dia. “Já existem disciplinas de gênero e sexualidade nos cursos de graduação. Então, estamos avançando”, disse.

Galeria de Fotos

keyboard_arrow_up