Veja a composição da nova Diretoria da OAB-ES, Conselho Seccional e CAAES
DIRETORIA
Presidente - Homero Junger Mafra
Vice Presidente - Nara Borgo Cypriano Machado
Secretário Geral - Ricardo Barros Brum
Diretor Tesoureiro - Giulio Cesare Imbrosi
Secretária Adjunta - Simone Silveira
CONSELHEIROS
Adriana Gomes Martins Soares
André Ricardo de Lima Cabral
Antônio José P. de Souza
Apolonio Cometti
Aurélio Fábio Nogueira da Silva
Beresford M. Moreira Neto
Carlos Augusto da Motta Leal
Cássio Drumond Magalhães
Celso Piantavinha Barreto
Cléria Maria Carvalho
Diogo de Souza Martins
Dyna Hoffman Assis Guerra
Elias Assad Neto
Elivan Junqueira Modenesi
Érica Ferreira Neves
Fernando C. Madeira de Freitas
Flávia Aquino dos Santos
Francisco de Assis R. de Oliveira
Gabriela Negri Carlesso
Gilvan Vitorino C. Santos
Glauco Barbosa dos Reis
Gustavo Passos Corteletti
Hélio João Pepe de Moraes
Hocilon Rios
José Hildo Sarcinelli Garcia
José Irineu de Oliveira
Leonardo Araújo Negrelly
Leonardo Carvalho da Silva
Leslie Mesquita Saldanha
Lucas Scaramussa
Luciana M. de Abreu Judice
Luciano Pavan de Souza
Luiz Augusto Belline
Luiz Fabiano Penedo Prezotti
Marcelo Pacheco Machado
Marco Antônio Bruneli Pessoa
Maria Helena Reinoso Rezende
Marianne Rios Martins
Maristela Lugon Arantes
Mauly Martins da Silva
Naiara Guimarães C. Lírio
Nathália Neves Burian
Nilton Basilio Teixeira
Pablyto Robert Baioco Ribeiro
Patrícia Santos da Silveira
Ricardo Tedoldi Machado
Rodrigo Lisboa Correa
Sayury Silva de Otoni Baptista
Sebastião Rivelino de Souza Amaral
Tatiana Mareto Silva
Verônica Cunha Bezerra
Vinicius Coutinho
Vladimir Salles Soares
Wellington Ribeiro Viena
CAAES
Presidente - Carlos Augusto Alledi
Vice-Presidente - Rodrigo Mello de Almeida
Tesoureiro - Ivan Neiva Neves Neto
1º Secretário - Hernane Silva
2ª Secretária - Paula Wanessa Lopes Basto
Conselho/Suplentes - Jaime Henrique R. dos Santos
Conselho/Suplentes - Gotardo Gomes Friço
FALA DO PRESIDENTE
Assumo a Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Espírito Santo, com a mesma alegria e entusiasmo com que iniciei meu primeiro mandato.
Sei que esse é, também, o sentimento de meus companheiros de Diretoria, de meus companheiros da Caixa de Assistência, de meus companheiros de Conselho e dos nossos futuros Conselheiros Federais.
Nos une um mesmo sonho, um mesmo ideal: servir à advocacia capixaba e à advocacia brasileira.
Não tememos os desafios: a capacidade de lutar é atributo de nossa profissão.
Assumimos o mandato numa quadra dramática da vida brasileira.
Sofremos com a corrupção que sonega riquezas do país e corrói o sentido ético da atividade pública, indispensável à construção da cidadania plena.
Movidos por justa indignação, alguns poucos e equivocados brasileiros clamam pela volta do regime militar, pela volta da ditadura que matou, torturou e sufocou a liberdade.
Cabe a nós advogados, combatentes e defensores das liberdades que somos, sustentar a bandeira da defesa da democracia, repelindo todo e qualquer caminho que desborde da legalidade e aponte para soluções de emergência, violando a vontade popular. Conhecemos a dimensão de nossa responsabilidade histórica e não nos deixaremos levar por aventuras que se afastem do respeito ao Estado Democrático de Direito.
É preciso combater a corrupção, é preciso vencermos esse veneno que se entranha nas relações de poder; é preciso dizer um rotundo não ao entrelaçamento perverso entre o poder público e a voracidade de alguns, sangrando o país e a nação.
O combate à corrupção deve ser feito com firmeza, de forma incessante e intransigente. Nenhuma complacência com os que saqueiam os cofres públicos. As coisas têm nome e por seu nome devem ser chamadas. Corrupção é crime e não podemos apelidar de “malfeitos” os atos de dilapidação do patrimônio público.
Não há corrupção menor ou pior. O rompimento dos princípios éticos deve ser condenado, parta de onde partir, venha de onde vier.
Temos compromisso com os valores da democracia, com a democracia como valor universal e por isso condenamos o salvacionismo reducionista que imola as liberdades públicas no altar dos justiçamentos.
Fiéis às nossas tradições, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo, se somará à luta da sociedade civil, do Judiciário Eleitoral e do Ministério Público, na fiscalização das campanhas eleitorais, denunciando todo e qualquer ato de abuso de poder econômico ou político nas eleições municipais.
Não precisamos de uma reforma do Poder Judiciário, de mais uma reforma. O que necessitamos é que o Judiciário passe a ter um olhar crítico em relação a si mesmo.
É preciso que o Judiciário se reforme e que os Juízes vejam o poder com os olhos da cidadania e não com os olhos do corporativismo.
É dramática a situação da prestação jurisdicional no país.
Processos que se acumulam, sentenças que não chegam, juízes distantes do povo, insensíveis aos reclamos dos que os cercam.
Temo, e tememos nós, os advogados, que o Poder se esgote.
O Judiciário é por demais importante para que as pessoas passem ao largo dele, ignorando sua existência.
Nessa luta pela valorização do Poder Judiciário, pela retomada da prestação jurisdicional célere e eficaz, estamos unidos.
Sonhamos com o tempo em que o Judiciário diga ao povo, como o poeta:
“Esta é tua casa
podes pôr aqui tuas coisas.
Coloca os móveis ao teu gosto.
pede o que necessitas.
Aí está a chave”.
Menos privilégios, mais justiça, o pão da vida. Vivemos tempos difíceis.
A tortura, mal dos males, negação da dignidade da pessoa humana, não foi erradicada de nosso sistema prisional.
É preciso romper os grilhões da humilhação. Sempre vamos proclamar que a perda da liberdade não pode ter como conseqüência a perda da condição de seres humanos.
Seguiremos nosso caminho, denunciando as mazelas de um sistema prisional desumano e brutal, apontando as violações dos Direitos Humanos, em todos os quadrantes.
Muito temos a fazer.
Precisamos atuar de forma mais eficiente em relação à proteção do meio ambiente.
Vindo de uma geração que se preocupava em repartir o pão e combater a miséria e as desigualdades sociais, não tive a questão ambiental como eixo de atuação. Despertado de meu sonho embrutecedor, afirmo que a Comissão de Meio Ambiente terá a mesma importância da Comissão de Direitos Humanos.
A tragédia de Mariana, causada pela convivência cúmplice das grandes empresas com o Poder Público, está a demonstrar que não podemos, os países periféricos, sermos os receptores de práticas já condenadas em outras terras e implantadas aqui pelos que se aproveitam de nossa imperiosa necessidade de gerar emprego e renda.
O olhar sobre as empresas e seus grandes projetos há de ser um olhar de igual.
Como disse Pessoa,
“sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.”
Manteremos a defesa intransigente das prerrogativas profissionais, marca e selo de nossas gestões. No campo dos processos éticos, faremos a necessária modernização do Tribunal de Ética e Disciplina, sanando o déficit hoje existente.
Aquilo que defendemos, temos que praticar.
Daí a necessidade de repensarmos a forma e o tempo de tramitação e julgamento de nossos processos disciplinares.
Em tempo de transparência, é inconcebível o segredo. A transparência como regra e o segredo como exceção deve ser nosso caminho.
“...todo semeador
Semeia contra o presente.
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente.”
Ao longo de nossa história, da história viva e fecunda da Ordem dos Advogados, fomos tão mais fortes quanto mais ligados aos clamores da sociedade civil.
Se a Ordem cometer o equívoco de se afastar da seiva do povo, nossa entidade começará a fenecer. Temos o dever impostergável, procuração outorgada pela trajetória da advocacia ao longo dos tempos, de vocacionarmos o sentimento da nacionalidade.
Quero proclamar meu orgulho de ser advogado.
Sou advogado, visceralmente advogado, inteiramente advogado.
Trago, nesse momento, o olhar de brilho.
Tenho a energia renovada.
Os desafios, saberemos vencê-los.
“Quem elegeu a busca, não pode recusar a travessia.”
Estou feliz aqui. Estou feliz agora.
De grandes esperanças somos depositários. No projeto coletivo, a advocacia capixaba saberá cumpri-las.
Juntos, cantaremos como o poeta:
“A vida vai no meu peito,
Mas é quem vai me levando:
tição ardente velando,
girassol na escuridão.”
Com o poeta, dizemos todos:
“Na mesma barca nos encontramos.
Todos concordam – vamos lutar.”
E como o projeto é coletivo, digo aos advogados e advogadas capixabas:
“Chamo por ti, de manso,
Numa ordeira canção;
É uma ponte de sonho que te lanço ...
Passa por ela, irmão!”
HOMERO JUNGER MAFRA

