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Publicado em 02 de Dezembro de 2016 • 18:40
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), entregou nesta sexta-feira (02), 16 carteiras a advogados recém-formados e profissionais do Direito que estão aptos a advogar. A solenidade foi marcada pelo discurso do secretário-geral, Ricardo Brum, que defendeu o combate à corrupção dentro dos preceitos constitucionais.
Ricardo Brum propôs aos jovens advogados que refletissem sobre a importância da profissão que eles vão seguir. “A Ordem tem mais de um milhão de advogados. É essa força que permite que ela seja grande. Sofremos grandes ataques. Fomos chamados de aproveitadores, de conspiradores contra a Lava Jato, e isso tudo por defender as prerrogativas dos advogados. Só defendemos a criminalização da violação das prerrogativas”, explicou.
O secretário-geral ponderou que a operação Lava a Jato é importante, mas que abusos são cometidos. “Não podemos permitir que conversas entre advogados e clientes sejam vazadas. Como disse nosso presidente Lamachia, não podemos combater um crime cometendo outro”, disse.
Antes de encerrar o discurso, Ricardo Brum lembrou o papel da Ordem na luta contra a ditadura militar. “Somos a última barreira em defesa da constituição. O juiz não é Deus. Não podemos permitir que o MPF vaze informações de pessoas que nem foram condenadas ainda. Os limites e preceitos constitucionais devem ser respeitados”, frisou.
A mesa da solenidade foi composta pelo presidente da OAB-ES, Homero Mafra, pelo secretário-geral Ricardo Brum, pelo Conselheiro Seccional Ricardo Machado, pela presidente da CEAIC, Natálya Assunção e pelo ex-presidente da Caixa de Assistência aos Advogados, Sebastião Gualtemar Soares.
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