Presidente da OAB-ES alerta sobre risco de intervenção militar



O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra, advertiu nesta quarta-feira (30) sobre o perigo de intervenção militar no Brasil. O alerta foi feito durante sessão extraordinária de entrega de carteiras da Ordem para quatro novos advogados.
“Com toda a crise que nós estamos vivendo, há palavras que não podem passar por nós, há pedidos que não podem ser feitos,como o de intervenção militar. Isso não cabe ao advogado pedir ou pensar. Os que pedem a intervenção, se ela viese, não teriam direito de protestar, porque a característica da ditadura é a negação da liberdadede expressão”, destacou o presidente da Ordem no discurso de boas-vindas.
E seguiu com o alerta: “É preciso ter muito cuidado nesse momento. A voz da advocacia tem que ser em defesa do estado democrático de direito, tem que ser um alerta para a cidadania brasileira, apontando que se temos um grande quadro de corrupção nesse País, se vivemos uma grave crise, se temos um governo que não se sustenta, um governo fraco, temos que afirmar sempre que para os males da democracia, a saída é mais democracia”.
“Cabe a nós,  a advocacia, sermos a voz que vai alertar à cidadania brasileira de que o caminho não é esse. O governo Temer não tem popularidade, mas não é um golpe de Estado, não é intervenção militar, não é ditadura que vai respolver os problemas do País”, observou Homero Mafra.
“Nós sabemos o que a ditadura representa, então se eu nessa hora posso dizer alguma coisa para os jovens advogados, além da observância dos preceitos éticos, além da defesa das prerrogativas profissionais, é que temos o dever de cerrarmos fileira em defesa da democracia, de dizer que não cabe intervenção militar, que nós não queremos isso, que nós queremos o respeito à Constituição da República”, disse o presidente da Ordem.
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