Atendimento
OAB-ES inaugura Ouvidoria da Mulher Advogada
Mais um importante canal acaba de ser criado para combater a violência contra mulher, um grave problema no cenário atual. A Ordem dos Advogados do Brasil –Seccional Espírito Santo (OAB-ES) inaugurou, na tarde de quinta-feira (17/12), a Ouvidoria da Mulher Advogada: espaço para acolhimento, escuta, proteção e denúncia das mulheres que sofrem qualquer tipo de violência.
A solenidade de inauguração foi prestigiada pela vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, e pela subsecretária de Estado de Políticas para Mulheres, Juliana de Araújo Barroso. Representando a Ordem, o presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho; a vice-presidente, Anabela Galvão; a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Livia Dal Piaz, dentre outras convidadas.
A Ouvidoria da Mulher será exclusivo para fazer denúncias e terá um serviço de assistência social e acompanhamento psicológico, em parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAAES). Os atendimentos serão realizados quando a advogada estiver em situação de violência física ou emocional. Os serviços também serão estendidos às esposas dos membros da Ordem, principalmente em tempos de isolamento social.
A vice-presidente da OAB-ES, Anabela Galvão, se emocionou durante a abertura, ao relembrar a história da luta feminina e em como a violência contra a mulher aumentou nesse período de maior isolamento social. “São casos que ocorrem e independem da classe social, da categoria profissional, da categoria e do credo das mulheres, posto que o machismo é estrutural e, neste sentido, atinge a todas, não eximindo, portanto, as advogadas em situação de violência ou os advogados de serem os autores das agressões. A ouvidoria será o instrumento mais acessível e democrático de denúncia aos casos de violência de gênero que envolvam profissionais vinculados à OAB”, ela garante.
O presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk, que no início da cerimônia deu a honra à vice-presidente Anabela Galvão, põe-se como aliado à luta das mulheres advogadas. “Eu como o único homem aqui, tenho que reconhecer as nossas falhas. E que hoje os homens precisam sim de uma reflexão profunda. Eu ainda escuto em fóruns advogados que vêm até a mim e falam: ‘Mas por que uma comissão da mulher advogada? Tinha que ter a do homem também’. Eles falam isso comigo às vezes e eu falo ‘Nós não somos assediados, dificilmente, nós não somos estuprados, nós não somos cantados indevidamente, nós não sofremos piadas em razão do tamanho da calça, do tamanho da saia, do tamanho da vestimenta. Nós não somos agredidos físicamente pelo outro sexo, é raro isso acontecer’. E essa colocação desse novo homem, ela precisa ser revertida. A gente precisa mudar. Existe um chamado das mulheres que como a sra falou não é só das mulheres para as mulheres, mas é das mulheres para os homens. É importante. E eu me coloco aqui a disposição de ser um vetor de comunicação de uma nova geração de homens que há de surgir.”
“Neste ano marcado pelo isolamento social, as disparidades de gênero têm ficado mais evidentes, nacional e globalmente. A mulher sofre consequências da desigual divisão de tarefas domésticas, e é ela quem normalmente sacrifica no todo ou em parte seus compromissos de trabalho. Além disso, é vítima de violência doméstica e familiar e de manipulação psicológica. A Ouvidoria da Mulher será um marco na história da OAB. Um local especialmente pensado para acolhimento às mulheres sobre questões que tocam a violência de gênero. Sabemos que a violência pode se dar de diversas maneiras, não sendo só a física, nem somente a do âmbito doméstico, apesar de serem, infelizmente, muito comuns na sociedade e na nossa classe. Disponibilizar atendimento psicológico, que é um serviço que traz muito resultado e muitas vezes não comporta no orçamento da vítima, é fundamental. Mas, a OAB-ES vai além na medida em que pretende mapear e combater a violência de gênero no ambiente de trabalho da advogada, seja nos escritórios, seja nos fóruns, pois a falta de respeito e o assédio não podem mais ser tolerados”, afirmou a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Livia Dal Piaz.
A vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, agradece à OAB-ES pela iniciativa. “Na sociedade brasileira, a OAB é uma organização respeitada. Mas o Espírito Santo sai na frente com um projeto inovador. Dentro desse contexto de escuta, ouvidoria, lugar de fala, é mais um canal que se abre para que as mulheres possam falar e vocês também possam nos ajudar a quebrar o silêncio dos homens. Porque os homens na nossa sociedade estão se silenciando e esse silêncio tem levado muito também fruto da violência. (...) Essa formação cultural, patriarcal, precisa ser desconstruída e melhor ainda ser desconstruída por mulheres tão capacitadas, tão empenhadas em defender a sociedade e a sociedade capixaba”, ela reforça.
Inicialmente, a Ouvidoria da Mulher Advogada será voltada para tratar todos os tipos de violência, seja doméstica, familiar, de gênero, no trabalho, no judiciário. O projeto contemplará a Seccional e as 18 Subseções da OAB-ES.
É importante destacar que o contato realizado é seguro e sigiloso. As vítimas poderão fazer contato pelo e-mail: ouvidoriadamulheradvogada@oabes.org.br, pelo telefone: (27) 3232.5551. Os atendimentos presenciais serão feitos na sede da Seccional, localizada na rua Alberto de Oliveira, 59, Centro, Vitória.
A solenidade de inauguração foi prestigiada pela vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, e pela subsecretária de Estado de Políticas para Mulheres, Juliana de Araújo Barroso. Representando a Ordem, o presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho; a vice-presidente, Anabela Galvão; a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Livia Dal Piaz, dentre outras convidadas.
A Ouvidoria da Mulher será exclusivo para fazer denúncias e terá um serviço de assistência social e acompanhamento psicológico, em parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados do Espírito Santo (CAAES). Os atendimentos serão realizados quando a advogada estiver em situação de violência física ou emocional. Os serviços também serão estendidos às esposas dos membros da Ordem, principalmente em tempos de isolamento social.
A vice-presidente da OAB-ES, Anabela Galvão, se emocionou durante a abertura, ao relembrar a história da luta feminina e em como a violência contra a mulher aumentou nesse período de maior isolamento social. “São casos que ocorrem e independem da classe social, da categoria profissional, da categoria e do credo das mulheres, posto que o machismo é estrutural e, neste sentido, atinge a todas, não eximindo, portanto, as advogadas em situação de violência ou os advogados de serem os autores das agressões. A ouvidoria será o instrumento mais acessível e democrático de denúncia aos casos de violência de gênero que envolvam profissionais vinculados à OAB”, ela garante.
O presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk, que no início da cerimônia deu a honra à vice-presidente Anabela Galvão, põe-se como aliado à luta das mulheres advogadas. “Eu como o único homem aqui, tenho que reconhecer as nossas falhas. E que hoje os homens precisam sim de uma reflexão profunda. Eu ainda escuto em fóruns advogados que vêm até a mim e falam: ‘Mas por que uma comissão da mulher advogada? Tinha que ter a do homem também’. Eles falam isso comigo às vezes e eu falo ‘Nós não somos assediados, dificilmente, nós não somos estuprados, nós não somos cantados indevidamente, nós não sofremos piadas em razão do tamanho da calça, do tamanho da saia, do tamanho da vestimenta. Nós não somos agredidos físicamente pelo outro sexo, é raro isso acontecer’. E essa colocação desse novo homem, ela precisa ser revertida. A gente precisa mudar. Existe um chamado das mulheres que como a sra falou não é só das mulheres para as mulheres, mas é das mulheres para os homens. É importante. E eu me coloco aqui a disposição de ser um vetor de comunicação de uma nova geração de homens que há de surgir.”
“Neste ano marcado pelo isolamento social, as disparidades de gênero têm ficado mais evidentes, nacional e globalmente. A mulher sofre consequências da desigual divisão de tarefas domésticas, e é ela quem normalmente sacrifica no todo ou em parte seus compromissos de trabalho. Além disso, é vítima de violência doméstica e familiar e de manipulação psicológica. A Ouvidoria da Mulher será um marco na história da OAB. Um local especialmente pensado para acolhimento às mulheres sobre questões que tocam a violência de gênero. Sabemos que a violência pode se dar de diversas maneiras, não sendo só a física, nem somente a do âmbito doméstico, apesar de serem, infelizmente, muito comuns na sociedade e na nossa classe. Disponibilizar atendimento psicológico, que é um serviço que traz muito resultado e muitas vezes não comporta no orçamento da vítima, é fundamental. Mas, a OAB-ES vai além na medida em que pretende mapear e combater a violência de gênero no ambiente de trabalho da advogada, seja nos escritórios, seja nos fóruns, pois a falta de respeito e o assédio não podem mais ser tolerados”, afirmou a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Livia Dal Piaz.
A vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, agradece à OAB-ES pela iniciativa. “Na sociedade brasileira, a OAB é uma organização respeitada. Mas o Espírito Santo sai na frente com um projeto inovador. Dentro desse contexto de escuta, ouvidoria, lugar de fala, é mais um canal que se abre para que as mulheres possam falar e vocês também possam nos ajudar a quebrar o silêncio dos homens. Porque os homens na nossa sociedade estão se silenciando e esse silêncio tem levado muito também fruto da violência. (...) Essa formação cultural, patriarcal, precisa ser desconstruída e melhor ainda ser desconstruída por mulheres tão capacitadas, tão empenhadas em defender a sociedade e a sociedade capixaba”, ela reforça.
Inicialmente, a Ouvidoria da Mulher Advogada será voltada para tratar todos os tipos de violência, seja doméstica, familiar, de gênero, no trabalho, no judiciário. O projeto contemplará a Seccional e as 18 Subseções da OAB-ES.
É importante destacar que o contato realizado é seguro e sigiloso. As vítimas poderão fazer contato pelo e-mail: ouvidoriadamulheradvogada@oabes.org.br, pelo telefone: (27) 3232.5551. Os atendimentos presenciais serão feitos na sede da Seccional, localizada na rua Alberto de Oliveira, 59, Centro, Vitória.





































