Solenidade

OAB-ES entrega Carteiras para turma de 118 bacharéis em Direito

  • A entrega de Carteiras para a turma de 118 bacharéis em Direito foi realizada no Alice Vitória Hotel


Nesta sexta-feira (01/04), a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB-ES), através de seu presidente José Carlos Rizk Filho, realizou mais uma solenidade de entrega de Carteiras para 118 bacharéis em Direito. A mesa contou com a presença, ainda, da vice-presidente, Anabela Galvão; do secretário-geral, Alberto Nemer Neto; da secretária-geral adjunta, Silvia Lameira Hansen; e do tesoureiro, Anderson Félis. E também do presidente da Caixa de Assistências aos Advogados (CAAES), Ben-Hur Farina; do advogado Gustavo Varella Cabral, que foi paraninfo da turma; entre outras autoridades. 

Após o Hino Nacional e do Hino do Espírito Santo, o presidente da Ordem, Rizk Filho, abriu a solenidade. Em seguida, a bacharela, Natália Devens Costa fez o juramento. “Parabéns, os declaro advogados e advogadas. Sucesso”, ressaltou o presidente Rizk Filho. 

Em seguida, a palavra foi passada para a oradora da turma, Vitória Defens Cabral, que primeiro fez os devidos cumprimentos à mesa e, posteriormente, um belo discurso, dizendo, entre outras coisas, da caminhada difícil de todos para estarem recebendo, naquele momento, a Carteira da Ordem. “Foram anos de estudo e dedicação e hoje estamos aqui realizando um sonho, um mérito não só nosso, mas de todas as pessoas que estiveram conosco nos apoiando”, disse. E continuou, a advocacia é uma das mais antigas profissões existentes e uma das mais nobres, fazemos um lindo papel de aplicação correta das leis e dos Direitos previstos na Constituição, defendendo os princípios de vida social. Hoje, estamos tendo a oportunidade não só de ter em mãos a nossa almejada Carteira, mas também de exercer essa função nobre de servir à sociedade e o próximo, que nos exigirá muita responsabilidade e, principalmente, ética, tendo sempre a justiça como compasso”.

Posteriormente, o advogado Gustavo Varella Cabral, paraninfo da turma, parabenizou a mesa e ressaltou estar feliz naquele momento, não só por sua filha Vitória, mas por todos que estavam ali recebendo a Carteira da Ordem. “Novos e novas colegas, atente-se para o fato de que vocês doravante serão a voz daqueles que não têm voz, mas não serão a razão de ser do clamor que em nome delas farão às autoridades constituídas. Cabe a vocês preponderar pelo justo, velar pela ética, primar pela ciência, orar pela democracia, lutar pelo direito, mas jamais se substituírem àquilo para o que foram constituídos, que é o interesse do seu constituinte, os valores dele, as razões dele, os sonhos e as expectativas dele, que apenas lhe são confiadas ao trato ético, atento e leal. Cada vez que vocês pouparem tempo, apurando a fala ou a escrita, apressarem soluções, dando ao caso a real e correta dimensão e aliviarem o peso natural ou enxertado pela ferrugem ou pelos descompassos dos sistemas com os quais terão que lidar por meio de soluções criativas, inovadoras, bem assentadas dentro dos parâmetros sociais, científicos e morais que emolduram a nossa atividade, terão avançado um degrau a mais na grande escada da vida que em que consiste a advocacia”, ressaltou.

Também tiveram a palavra, o presidente da Caixa de Assistência aos Advogados (CAAES), Ben-Hur Farina; o presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA-ES), Alexandre Zamprogno; e o secretário-geral da Ordem, Alberto Nemer Neto. E para finalizar a solenidade, o presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho, que cumprimentou a mesa e deu as boas-vindas a todos os bacharéis presentes e seus familiares.

“Queria lhes dizer que o Sistema OAB se coloca à disposição de todos vocês. Nós realmente lutamos em prol da nossa classe e da cidadania. Tivemos, nos últimos três anos, uma luta muito simbólica, que foi contra a extinção de fóruns no Espírito Santo, onde tivemos que falar o óbvio, que não se fecham fóruns, se abrem tribunais. Que uma Casa de Leis que foi extinta na ditadura não pode homenagear gente que praticava a tortura, e não é questão de colocar em A, B ou C, de direita ou de esquerda, é questão de humanidade. E aqui, gostaria de parabenizar o discurso da oradora, que mesmo jovem não se esqueceu do que ocorreu no Brasil há uns anos, e eu sou prova viva, pois tive um pai torturado e preso pela ditadura. É preciso que a gente se lembre para se esquecer de homenagear quem não merece nossas homenagens. E aqui eu defendo uma veia apartidária, mas não omissa, que respeita às autoridades, mas não conivente. Parabéns a todos e a todas que ingressam na carreira da advocacia. Os clientes de vocês não serão apenas aqueles em seus escritórios, serão a democracia, os direitos humanos, a liberdade de expressão que não rima com crime. Vivemos um momento onde se acha que praticar crime é liberdade de expressão, e vocês na qualidade de cientistas do Direito saberão diferenciar o que é fake news criminosa do que é liberdade de expressão. Esse é um dever de casa contínuo. E queria dizer que o primeiro defensor das prerrogativas de vocês, são vocês mesmos. Não abaixem a cabeça para autoridade nenhuma, a advocacia não é profissão de covarde, e não é possível que nenhuma autoridade nos intimide”.

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Crédito: Marcos Fernando Pocidonio



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