Representatividade
Publicado em 09 de Agosto de 2018 • 18:26
A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Simone Silveira, a presidente da Comissão da Mulher Advogada e conselheira estadual, Patricia Santos da Silveira, e a advogada Leila Imbroisi, membro da Comissão da Mulher Advogada e coordenadora do Projeto “Mulheres na Politica”, estiveram em reunião com a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), com a deputada estadual Janete de Sá e a procuradora Valéria Zachel na última quarta-feira (8).
Parceria fechada com a Procuradoria da Mulher da Ales, inúmeros projetos serão implementados com o objetivo de incentivar a participação das mulheres na politica e serão lançados em encontro geral que será divulgado, das mulheres advogadas e também com as candidatas à carreira política. A pauta também terá espaço amplo na I Conferência Estadual da Mulher Advogada, que ocorrerá em Vitória em setembro.
A agenda da Comissão prosseguiu durante a tarde na Ales, se fazendo presente no projeto Pauta Feminina, com o tema Representatividade Feminina, idealizado pela Procuradoria da Mulher da Ales, onde a advogada Edlamara Rangel Gomes Alves Francisco, secretária adjunta da 11ª Subseção de Cariacica daOAB-ES e também membro da Comissão da Mulher Advogada, palestrou sobre o tema recentemente aprovado pelo TSE, de maior equilibrio e destinação de verbas para a campanha das bancadas femininas.
Segundo a vice-presidente da OAB-ES, Simone Silveira, “essa movimentação e a parceria são fundamentais para a conscientização e incentivo às mulheres, no sentido de que ocupem efetivamente os espaços de poder e de política em nosso Estado. Os trabalhos serão apartidários e as porpostas são no sentido de conhecer, de ouvir e de dar voz a todas as mulheres que possam contribuir com sua força, ousadia e coragem, para avanços na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva e assim ser também inspiração para mulheres.”
Para a conselheira Patricia Santos da Silveira, “as pautas femininas são extensas, muito se tem que avançar no cuidado e proteção às mulheres. Nesse sentido, precisamos de mais representatividade no parlamento”.
A advogada Leila Imbroisi ressaltou que "é necessário estimular a consciência cidadã das mulheres para que elas reconheçam a importância dos seus papéis, se empoderem e participem efetivamente. Principalmente, para que não aceitem ser apenas "laranjas de saia". A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de determinar a destinação de 30% dos recursos do fundo eleitoral para candidaturas femininas é uma vitória. Porém, é necessário regulamentar de que forma os 30% serão distribuídos entre as mulheres, para que a divisão seja igualitária, e não para as candidatas de preferência das lideranças partidárias. Ademais, é necessário realizar modificações no sistema eleitoral brasileiro para incrementar a representatividade feminina no parlamento".
Já a secretária geral adjunta da 11ª Subseção de Cariacica e palestrante, Edlamara Rangel, lembrou que “a participação nesse evento da pauta feminina nos demonstra que a sociedade está avançando, bem como o nosso Judiciário, quando analisa o princípio da igualdade no viés dos direitos humanos, trazendo políticas públicas afirmativas para as mulheres nos espaços públicos.”
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