OAB-ES apresenta problemas detectados pela advocacia durante inspeção da Corregedoria Nacional
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, se pronunciou, durante a abertura dos trabalhos de inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça na manhã desta segunda-feira (04), dizendo que “a OAB-ES vai apresentar, como cabe, os problemas que a advocacia verifica no Espírito Santo, mas neste momento é preciso que a Ordem proclame publicamente a lisura e a boa vontade dos dirigentes do Tribunal do Estado.”
A abertura dos trabalhos, que aconteceu no TJES, foi realizada pela desembargadora Márcia Milanez, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e pelo desembargador Júlio César Machado Ferreira de Melo, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que estão apoiando a ministra Nancy Andrighi na inspeção que será feita nas comarcas da Justiça Estadual do Estado até a próxima quarta-feira (06).
Na ocasião, o presidente da OAB-ES deu as boas vindas à desembargadora e ao juiz e afirmou também que a advocacia está muito tranquila, porque essa visita representa um reconforto. “Nós, publicamente e por diversas vezes, enfatizamos o respeito que temos pelos dirigentes do TJES, que são extremamente sérios e comprometidos com a melhoria da prestação jurisdicional. Temos um diálogo honesto e franco com a atual direção do Tribunal. Traremos no momento próprio as agruras da advocacia, mas é importante nesse momento que a advocacia reconheça publicamente que temos à frente do Tribunal homens e mulheres sérios, comprometidos com a boa administração da justiça e que respeitam a advocacia.”
Ao abrir os trabalhos a desembargadora Márcia Milanez enfatizou que todos serão ouvidos. “Será uma oportunidade muito boa já no fim da gestão, mas que deixará para o próximo corregedor o retrato perfeito de tudo que passa no Espírito Santo. Viemos com muita esperança, sabemos que é preciso que sejam ouvidos os funcionários que formam a retaguarda de nossa Justiça e a OAB, então acredito que será um trabalho profícuo e de muita importância neste Estado.”
Por sua vez, o desembargador Júlio César Machado, agradeceu a receptividade e afirmou que será um trabalho muito bom. “Estamos à disposição dos senhores para ouvi-los e buscarmos a melhor solução para que o TJES possa caminhar como vem caminhando com excelência. Tenho certeza que vamos colher bons frutos.”
Em nome do Tribunal de Justiça, o vice-presidente, desembargador Fábio Clem de Oliveira, declarou que o TJES recebe a Corregedoria com o comprometimento em atender naquilo que for necessário. “Todas as informações serão disponibilizadas com prazer em colaborar com os trabalhos. Queremos que se sintam totalmente à vontade. Apesar do momento de sensibilidade que o Tribunal passa para acertar os rumos de sua economia, das exigências fiscais, não só o presidente do Tribunal, como todos os colegas têm perfeita consciência da dificuldade que nos encontramos e da necessidade de aplicarmos medidas. Então, tenham a certeza absoluta do comprometimento do TJES de administrar essa dificuldade e redimensionar sua força de trabalho nesse momento."
O Procurador de Justiça Josemar Moreira desejou êxito ao trabalho e disse: "Após essa iniciativa que o Tribunal possa cada vez mais buscar a eficiência na gestão em prol da sociedade do Espírito santo."
Representando os servidores do judiciário, a presidente do Sindijudiciário, Adda Maria Lobato Machado, enfatizou: “Almejamos que Poder Judiciário capixaba retorne a normalidade e para isso temos tido um bom diálogo com o desembargador Annibal. Temos procurado soluções para os problemas que surgiram e que nos levaram até o CNJ. Os servidores anseiam por isso para prestarmos um bom serviço jurisdicional.”
Durante a abertura dos trabalhos também estiveram presentes a vice-presidente da OAB-ES, Simone Silveira, a secretária-geral adjunta, Érica Neves, e o presidente da Subseção da Serra, Ítalo Scaramussa Luz.
Os trabalhos da Corregedoria até a próxima quarta consistem em realizar inspeção no funcionamento das comarcas da Justiça Estadual para verificar a realidade das unidades, em 1º e 2º Graus de Jurisdição. Os trabalhos forenses e os prazos processuais no TJES não serão suspensos em função dessas atividades.

