Juízes aposentados voltam ao trabalho



O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), desembargador Manoel Alves Rabelo, convidou um grupo de juízes inativos do Judiciário Estadual para contribuir com a Justiça, voluntariamente, em diversas frentes de trabalho, atuando, em princípio, como conciliadores nos mutirões que serão realizados pelo TJES. As primeiras audiências já estão agendadas para os dias 22 e 23 de julho e acontecerão no Tribunal de Justiça.

Cerca de dez juízes participaram do encontro que a presidência do TJES promoveu para definir as primeiras linhas do projeto que prevê a adesão de mais magistrados inativos.

As audiências marcadas para a terceira semana de julho fazem parte de um mutirão para analisar ações do seguro obrigatório DPVAT, que são em grande número e concentram demandas tanto dos juizados especiais quanto das varas cíveis.

Segundo o juiz da coordenação dos juizados especiais, André Lamego Schuller, o trabalho dos magistrados aposentados poderá ser bastante aproveitado nos juizados especiais, que hoje concentram uma demanda muito grande de ações. A ideia é evitar que os juízes da ativa tenham que se afastar muito de seu trabalho cotidiano nas varas para se dedicar aos mutirões. "O maior número de ações nos juizados hoje são contra os bancos. Antes, esse lugar era ocupado pelas empresas de telefonia fixa e móvel", destacou o magistrado, que elogiou bastante a iniciativa do projeto.

O presidente do TJES agradeceu os magistrados que atenderam ao convite do TJES e lembrou que em outros estados do país, como em Minas Gerais e Rio de Janeiro, os juízes aposentados tem participado ativamente das ações da Justiça e prestado relevantes contribuições. O presidente também ressaltou o aspecto social que envolve a iniciativa: "O objetivo é reaproximar esses magistrados que, ao se aposentarem, desapareceram do nosso convívio. Queremos também mostrar a esses juízes que eles não foram esquecidos", concluiu o presidente.

O juiz aposentado Roberto Ribeiro de Castro destacou a importância dessa iniciativa do TJES: "Nós que estávamos afastados da atividade direta do Judiciário sempre almejávamos esta oportunidade de poder voltar a prestar uma colaboração ao Poder Judiciário e voltarmos a ter esse valor, que para nós é muito importante", destacou Castro.

O juiz assessor da presidência, Sérgio Ricardo de Souza, demonstrou otimismo quanto aos resultados práticos do projeto: "a expectativa é ampliar o acesso à justiça e propiciar a melhoria da prestação jurisdicional".

O trabalho dos magistrados será coordenado pela juíza Gisele de Oliveira, na área das Varas Cíveis, e pelo Juiz André Lamego Schuller, na área dos Juizados Especiais.

Fonte: TJES

22/06/2010

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