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Jornada da OAB-ES refuta violência contra pessoas com deficiência e contra mulher negra

Publicado em 15 de Dezembro de 2017 • 15:07

Jornada da OAB-ES refuta violência contra pessoas com deficiência e contra mulher negra

Discussões produtivas marcaram mais uma noite da Jornada de Cidadania e Direitos Humanos da OAB-ES, nesta quinta-feira (14), com os temas erotização da mulher negra e investigação criminal nos casos de violência contra crianças e adolescentes com deficiência. Os trabalhos foram abertos pelo diretor tesoureiro da Ordem, Giulio Imbroisi.

Logo em seguida, o delegado de polícia da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos do Estado, Érico de Almeida Mangaravite, apresentou questões objetivas, mostrando que a inclusão da pessoa com deficiência passa, primordialmente, pela remoção das barreiras que impedem essas pessoas de usufruir dos seus direitos.

“O que podemos fazer para que essas pessoas consigam ter acesso aos seus direitos? Precisamos fomentar essa temática. No debate de hoje percebi que as perguntas direcionadas pelos participantes foram feitas em torno do aperfeiçoamento da legislação, de algumas modificações que precisam ser feitas para adequar o texto dessas leis. Portanto, é preciso avançar muito mais”, afirmou o delegado.

A professora Vanda de Souza Vieira, especialista em Gestão Educacional e Ética e Filosofia, frisou em sua palestra que hoje ainda existe a visão da mulher tratada como coisa, “que tem a ver com o corpo, sendo considerada sensual e um objeto de desejo, sem direito a voz, sem ter um discurso próprio”, ponderou.

Vanda Vieira disse ainda que “o direito de falar tem aumentado, mas ao mesmo tempo aumenta a violência contra nós na forma que será usada para nos calar. Em muitos casos ocorre a tentativa de fazer com que a mulher não se sinta capaz de prosperar, descobrir seu potencial criativo e isso acontece nos ambientes mais variados como familiar e profissional, entre outros. Por tudo isso temos que ir para as ruas, levantarmos a voz, fazermos marchas e protestos. ”


Na avaliação da estudante Ester do Domingues Correia Castro, que é surda e está participando todos os dias da Jornada com a contribuição das intérpretes de libras, as palestras foram muito produtivas.

“Aqui podemos compartilhar conhecimento, porque antes eu só ficava na comunidade surda, mas na OAB percebi que podemos ficar juntos e progredir. Hoje ouvimos a palestra sobre a luta da mulher negra e vi que não sou só eu que sofro preconceito. Eu não sabia como isso acontecia com as mulheres negras”, disse a estudante, por meio da língua de sinais.

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