II Marcha Contra o Genocídio do Povo Negro acontece nesta sexta, em Vitória



Na próxima sexta-feira (22) será realizada em todo Brasil e outros países a II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro, que marca a luta contra o racismo. No Estado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) faz parte do comitê de organização do protesto, por intermédio da Comissão de Igualdade Racial.
 
A concentração será no Parque Tancredão, em Vitória, e a saída está marcada para as 15 horas, rumo ao Centro da capital. O encerramento vai acontecer no Museu Capixaba do Negro (Mucane), com atividades culturais.
 
Segundo o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-ES, José Roberto de Andrade, o objetivo é chamar a atenção para os altos índices de mortandade da população negra. “Ao verificar a taxa de homicídios no país observa-se que a imensa maioria das vítimas morre na periferia, é jovem, masculina e negra, de acordo com dados do IBGE. Aqui no Espírito Santo, não é diferente. Essa marcha começou no ano passado, trazendo uma discussão muito específica sobre a questão dos números de homicídios”, explicou José Roberto Andrade.


Ele ressalta: “A camada da população que mais se depara com problemas de acesso às oportunidades e que se insere abaixo da linha da pobreza é predominantemente negra. Mesmo em estados em que a população negra é minoritária, ainda é o percentual maior, morrendo em razão da violência. O nível elevadíssimo de encarceramento no país é majoritário da população negra. Por tudo isso, esta é uma marcha que conclama a todos e toda. Apesar do foco ser a violência contra a ‘população negra’, este é um problema de toda sociedade.”

Para os organizadores do evento, a baixa inserção da população negra nos espaços de representação, em especial nas estruturas governamentais, responsáveis pelas elaborações e gestão das políticas públicas, tem como resultado uma série de práticas genocidas em todos os âmbitos sociais.

De acordo com a organização nacional da marcha, essa violência praticada pelo Estado brasileiro vem desde o tráfico negreiro, quando os negros foram trazidos da África como animais e explorados pelos Europeus. 

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