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Homero Mafra fala sobre a humanidade no direito e a situação política do país

Publicado em 12 de Abril de 2016 • 15:15

Homero Mafra fala sobre a humanidade no direito e a situação política do país

A paixão pela advocacia e a situação política do Brasil foram os principais pontos destacados pelo presidente da Ordem, Homero Junger Mafra, em seu discurso na cerimônia de entrega de carteira aos novos profissionais nesta segunda-feira (11). 34 novos aprovados no Exame de Ordem receberam a carteira profissional.

“A paixão pela advocacia é ao mesmo tempo a paixão pela liberdade. Ser advogado é ser humanista. Alguns vêm tentando fazer um ensino muito técnico, mas o direito não é técnico, o direito é vida, o direito é vibração. É verdade que eu tenho que conhecer o novo CPC, mas ao mesmo tempo tenho que saber que em todo o processo existem vidas humanas, em todos os processos temos emoções humanas. Se eu não tiver a consciência de que isso existe, eu posso ser um bom técnico, mas eu jamais serei um bom advogado”, declarou Homero Mafra.

O presidente da Ordem chamou a atenção para o quadro dramático pelo qual está vivendo o Brasil. “Muito mais do que o dia da votação do impeachment, devemos nos preocupar com o dia seguinte. O que será deste país se a presidente for afastada? Teve um tempo na história deste país de líderes que tinham respeitabilidade, hoje quem nós olhamos? Quem são os que vão construir as pontes? Essa tarefa será da sociedade civil. Nós vamos ter que encontrar caminhos, e esses caminhos não são os caminhos do ativismo judicial autoritário como é a forma de proceder do juiz Sérgio Moro.”

“No direito os fins não justificam os meios. Todos nós queremos punir os corruptos, mas não posso fazer isso afrontando a Constituição, nem quebrando a inviolabilidade dos escritórios de advocacia. Como eu vou confiar no meu advogado se o judiciário está autorizado a quebrar seu sigilo. Quando comemoramos a descoberta das coisas temos que pensar que amanhã podemos ser a vítima do arbítrio. O ministro Marco Aurélio tem uma frase que é genial, ele diz que ‘esse é o preço que pagamos por vivermos numa sociedade democrática’.”

Homero Mafra finalizou sua fala dizendo que “está posto o desafio para todos nós de punir os corruptos e garantir o Estado Democrático, combater a corrupção e garantir a democracia.”

Também compuseram a mesa o diretor tesoureiro da Ordem, que foi o paraninfo da turma Giulio Cesare Imbroisi, as conselheiras da Ordem Érica Ferreira Neves e Flávia Aquino dos Santos e o membro da Comissão Estadual de Advogados em Início de Carreira Cláudio Ramos.

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