Homero Mafra condena violência da PM e exige providências da Corregedoria



O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, condenou a ação violenta praticada por dois policiais militares contra um homem já imobilizado, no último sábado (27), no bairro Araças, em Vila Velha. “É lamentável que, mais uma vez, a Polícia Militar do Espírito Santo vivencie um episódio de violência absolutamente despropositada contra um cidadão”, declarou o presidente da OAB-ES.

Homero Mafra acrescentou: “A alegação da Secretaria de Estado da Segurança Pública que li em uma matéria de que essa pessoa teria agredido um policial, ainda que fosse verdadeira, não justifica a agressão feita a um homem já dominado. Não basta que se remeta à Corregedoria, é necessário que se dê esclarecimento à população. Não precisamos dos discursos de violência que, aliás, estão corriqueiramente nas páginas dos jornais, vindas, inclusive, de oficiais da PM. Nós precisamos de ocupação social das áreas de violência. A polícia pode e deve agir em legítima defesa, mas a polícia não pode sair espancando um homem que já se encontra imobilizado.”

“É necessário que esses policiais sejam reeducados, começando por retirá-los do policiamento de rua. Isto não é punição, é defesa da cidadania, da sociedade. É preciso que eles recebam orientação sobre a forma de trabalhar. Comportamentos como esse não podem passar impunes, como se fosse normal a violência contra a população. A população não é inimiga da Polícia Militar e a Polícia Militar não pode tratar a população como inimiga”, destacou o presidente da OAB-ES.

Um vídeo postado nas redes sociais mostra o momento em que um homem, que teria supostamente tentando entrar pela porta de trás do coletivo, é imobilizado por um policial. Em seguida, o outro PM lança dois jatos de spray de pimenta no rosto do homem imobilizado e desfere golpes com o cassetete nas costas e nas pernas dele.

 As agressões seguem durante alguns segundo e só terminam após apelo de populares que observavam a cena. Cercados por testemunhas indignadas, os policiais algemam o homem e o conduzem até uma viatura.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que a Corregedoria vai instaurar um procedimento para apurar se houve excesso no uso da força para vencer a resistência da abordagem policial por parte do detido.

Nos comentários da postagem original no Facebook, um homem, que diz ter testemunhado toda a cena, conta que a mulher do homem agredido entrou pela porta da frente do ônibus e pagou a passagem do marido, que entrou pela porta de trás com as crianças. 

O trocador pediu para que o homem descesse e entrasse pela porta da frente do veículo, mas ele se recusou e a polícia foi acionada. 

Com informações do site Gazetaonline

 

 

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