Fórum Nacional reuniu profissionais de todo o Brasil e pôde ser assistido em todo o estado
O Fórum Nacional de Educação Jurídica foi encerrado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Mafra, na tarde desta sexta-feira (23), parabenizando o presidente da Comissão de Ensino Jurídico, Luiz Augusto Bellini, pela organização do evento que foi transmitido online, juntamente com o Conselho Federal da OAB.
Em seu pronunciamento, Homero Mafra enfatizou o trabalho da Seccional no projeto de interiorização ao convidar todos para o 1º Encontro da Advocacia do Caparaó, nos dias 06 de 07 de Julho, em Alegre, sul do estado. “Vamos levar o presidente do Conselho Federal da OAB a uma cidade do interior do Espírito Santo, porque interiorização se faz na prática e não por discurso. É preciso que todos saibam que a Ordem tem que estar junto do advogado e que não há distinção entre o advogado da Grande Vitória e do interior”, exclamou o presidente da Seccional.
No mesmo sentido, o Homero Mafra informou sobre a assinatura de contrato com a AASP para colocação de uma antena em Mantenópolis e depois em Marilândia e Ibatiba, com o objetivo de espalhar pelo estado inteiro.
Ao analisar o resultado do Fórum Nacional que ocorreu nesta quinta (22) e sexta-feira (23), o presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-ES, Luiz Augusto Bellini, afirmou que durante todo o evento as discussões foram muito valiosas.
“Tivemos a oportunidade de repensar a educação jurídica e conhecer os critérios dos instrumentos de avaliação do ensino superior do curso de direito realizados pelo MEC. Os palestrantes traçaram um cenário atual que envolve a educação jurídica, levando em consideração a postura que vem sendo adotada pelo CNE e MEC com relação aos cursos jurídicos, que infelizmente tem adotado uma postura de segregar a OAB do debate em prol da melhoria da educação jurídica. Isso fica muito claro com relação as novas diretrizes para os cursos de direito. É um cenário que preocupa a todos”, enfatizou.
Bellini falou também sobre as apresentações das faculdades que expuseram muitas experiências boas e bem sucedidas. “Tudo isso serve para promover uma interação entre as instituições. Sabemos que cada uma disputa o mercado, mas no final das contas todos nós devemos remar para um mesmo sentido que é transformar os cursos de direito e fazer com que o ensino jurídico seja de qualidade para todas as instituições. A possibilidade de instituições trabalharem entre si desenvolvendo projetos conjuntos incrível.”
Finalizando seu pronunciamento o presidente da Comissão salientou: “Esse evento é resultado do apoio que a Comissão recebe da diretoria e mostrou para o Brasil que a OAB-ES tem total condições de proporcionar grandes eventos.”
Para a professora Cristiane Koch, coordenadora do curso de direito da Universidade Caxias do Sul, que veio para participar do Fórum, “esses debates são sempre muito positivos. Temos muita expectativa em função da discussão sobre a mudança dos projetos curriculares. Dividir experiências com os colegas no que tange a forma como eles conduzem várias práticas pedagógicas foi muito rico. Muitas experiências que impactam na formação dos alunos serão lavadas para o sul.”
A Professora Ana Buogo, integrante da coordenadoria da assessoria pedagógica também da Universidade do Sul, enfatizou que “esse processo de reestruturação do currículo gera preocupações e troca dessas experiências só nos ajuda a refletir sobre o próprio curso e o que a universidade tem feito.”

