Pessoas com Deficiência

Evento na 17ª Subseção de Serra discute as várias barreiras que impedem a acessibilidade

  • A iniciativa do debate partiu da 17ª Subseção que organizou o evento que teve a participação do presidente da Subseção de Serra, Ítalo Scaramussa, e da secretária-adjunta da OAB-ES, Erica Neves, representando a diretoria.


Uma acessibilidade que vai além das rampas, dos intérpretes de Libras, da escrita em Braille. Para discutir o tema, a 17ª Subseção da Serra, em Laranjeiras, realizou, na última quinta-feira (23), a palestra “Direitos Humanos: Inclusão Urbana e Mobilidade Social”, com a participação de dois palestrantes, sendo João Estevão Silvério Filho, presidente da Comissão de acessibilidade do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) e a presidente da Comissão Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-ES, Maristela Lugon.

A iniciativa do debate partiu da 17ª Subseção que organizou o evento e teve a participação do presidente do seu presidente, Ítalo Scaramussa, e da secretária-adjunta da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Espírito Santo (OAB-ES), Erica Neves, representando a diretoria. Segundo a presidente da Comissão Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-ES, Maristela Lugon, o encontro foi proveitoso e discutiu-se a necessidade de uma mudança atitudinal para que a cidade se torne “um ambiente que pode ser utilizado por todas as pessoas – de 0 a 100 anos, todas as raças, todas as religiões, todas as deficiências, todas as estaturas ”, disse ela.  

A ideia hoje é incentivar o maior número possível de pequenas discussões, como esta realizada pela Subseção de Serra, para conhecer a realidade das pessoas com deficiência e mudar as barreiras atitudinais.

Em seu discurso, Maristela Lugon, explica o funcionamento: “As barreiras que impedem a acessibilidade são: as barreiras físicas, as barreiras arquitetônicas, as barreiras comunicacionais e as barreiras atitudinais, dentro outras. Sempre que eu tenho uma barreira, seja ela qual for, eu vou ter uma barreira atitudinal. Porque são as barreiras atitudinais que vão gerar as consequentes barreiras físicas. Se tenho um ambiente que não é acessível é porque este ambiente foi pensado por uma pessoa que, sem perceber, discrimina as pessoas com deficiência. Ela não pensou nestas pessoas como também usuárias deste ambiente. Porque o ambiente ideal é o ambiente que pode ser utilizado por todas as pessoas – de 0 a 100 anos, todas as raças, todas as religiões, todas as deficiências, todas as estaturas. Este seria um ambiente ideal. ”

E prosseguiu com seus argumentos: ”quando o ambiente é pensado por pessoas que não tem discriminação ou preconceito, eles são ambientes plenamente acessíveis. São pensados para o uso de todas as pessoas. O fator que agrava a falta da acessibilidade são as barreiras atitudinais porque elas nos levam a inúmeras atitudes que, talvez sem perceber, nós estejamos discriminando aquelas pessoas com deficiência. Então, educar para derrubar as barreiras atitudinais deve ser o primeiro passo na busca de derrubar as barreiras físicas. “

“O debate  aqui na Serra foi muito importante porque com estes pequenos debates conseguimos levar um pouco destes conceitos e desta realidade às pessoas que não tem deficiência e que não param para pensar no contexto da pessoa com deficiência, disse ela.

No evento, houve ainda, a participação de Lucia Martins, presidente de um coletivo de mães de jovens com deficiência intelectual, e mãe de gêmeos que estão hoje cursando a Universidade Federal, e ela fez um elogio ao evento e falou sobre a importância “da OAB estar mais próxima às comunidades e debatendo estes temas”.

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