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Direitos Humanos e Resistência é tema de roda de conversa dia 27

Publicado em 26 de Agosto de 2015 • 12:10

Direitos Humanos e Resistência é tema de roda de conversa dia 27

“Direitos Humanos e Resistência” é a tema da Roda de Conversa que será realizada na próxima quinta-feira (27), como da programação da Semana da Anistia, organizada pelo Ministério da Justiça com o objetivo de promover, em todo o país atividades educativas e reflexivas sobre o regime militar, a anistia e a justiça de transição no Brasil. Aqui no Estado, a Roda de Conversa será com Ana Maria Caracoche e Hugo Cesar Guangiroli, cujos filhos foram sequestrados pela ditadura argentina. Eles vão contar suas histórias.

O evento é uma realização conjunta do Centro de Apoio aos Direitos Humanos “Valdício Barbosa dos Santos”, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, e está programado começar às 19 horas, no Auditório do Parque Municipal Pe. Alfonso Pastori, na rua João Honorato Rodrigues, 25, na Mata da Praia, em Vitória.

Nesta última quinta-feira (20), Ana Maria Caracoche recebeu do Governo do Estado o prêmio Dom Luis Gonzaga Fernandes, concedido em reconhecimento a sua militância na área de direitos humanos.

Ana Maria Caracoche é ex-coordenadora do Grupo de Trabalho Interconfessional do Sistema Prisional (Ginter) e vive no Espírito Santo desde 1980, quando aqui chegou, exilada da Argentina. Em 1977, seus filhos, Felipe e Maria Eugênia, foram sequestrados por militares argentinos. Eles eram ainda bebês.

Em 1984, ela e Oscar Gatica conseguiram localizar e reaver o direito de criar Felipe. No ano seguinte, Maria Eugênia, que estava sendo criada por um militar da repressão, foi devolvida à sua família de origem. A exemplo de seu irmão, a garota de oito anos rapidamente se adaptou à nova realidade. Ana, muito tempo depois, atribuiria o sucesso de toda a ação ao que ela chamou de uma "tríplice comunhão" — a combinação mágica de teimosia, solidariedade e fé.

O psicanalista Hugo Guangiroli já vive no Brasil desde o início da década de 70, quando aqui se refugiou. Psicanalista, por meio de uma aluna do curso que ministrava na PUC do Rio de Janeiro, filha de um general do SNI, consegui residência permanente. No entanto, ele era um dos monitorados pela “Operação Gringo”. Teve seus antecedentes subversivos passados ao Brasil pelo governo argentino e chegou a ser indicado como o líder dos montoneros no ambiente universitário.

Em 5 de agosto de 1979, ele recebeu em sua casa, no Rio, uma notícia que o abateu completamente. Sua filha, Lía Marianna Guangiroli, com apenas 23 anos, não era considerada mais viva pelos. Mãe de uma menina, Victoria, Lía provavelmente caíra nas mãos dos militares ao entrar na Argentina para a contraofensiva contra a ditadura. Victoria se tornara órfã, e coube a Hugo, sozinho, reaver sua neta e superar mais uma violência da repressão contra sua família.

Para mais informações sobre a Roda de Conversa, entrar em contato com o CADH pelo telefone 3223-5164.

 

 

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