Conselheiros representam a OAB-ES em Ato Público que marcou os 50 anos de resistência ao golpe militar



Os membros da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) participaram, nesta terça-feira (01), do Ato Público, na Praça Costa Pereira, que marcou os 50 anos de resistência ao golpe militar.

Para o conselheiro seccional Gilvan Vitorino da Cunha Santos, o Estatuto da OAB-ES é categórico em defender o Estado de Direito. “A ditadura é algo que afronta o Estado de Direito, portanto, a Ordem se faz presente nesta luta contra qualquer ameaça. Hoje as pessoas estão acostumadas com a liberdade e isso é bom, mas elas precisam saber o que significou, em um determinado momento, não ter esta liberdade. Pessoas que tinham suas vidas absolutamente controladas e o Ato nos recorda isso”, ressaltou Gilvan Vitorino.

A advogada, também conselheira seccional, Verônica Cunha Bezerra, afirmou que este é um momento em que a Ordem afirma que não compactua com a tortura ou com os subterfúgios, enquanto instituição democrática. “Não podemos esquecer todas as vítimas, aquelas que não foram encontradas e as que hoje estão aqui e relembram todo o terror da ditadura. É importante que se garanta a democracia e a liberdade de todo cidadão, para que a gente possa ser feliz. A OAB-ES está presente no Ato para afirmar que ditadura nunca mais.”

O presidente da Comissão de Igualdade Racial, José Roberto de Andrade, acredita que o Ato é fundamental para marcar um período nebuloso da história do Brasil. Ele enfatizou: “Todos os movimentos sociais devem ir às ruas no momento em que existem vozes que ainda hoje defendem a ditadura. Existem as viúvas da ditadura. Então, entendo que este tipo de manifestação popular é fundamental neste momento. É preciso que a população participe e se manifeste. Nós rechaçamos este período na história do Brasil.”

O Ato Público foi organizado pelo Fórum ao Direito à Memória e a Verdade do Espírito Santo, com a adesão e apoio das Comissões da Verdade instaladas no Estado e de diversas instituições representativas da sociedade civil, como a OAB-ES.

A concentração começou às 17 horas e o Ato durou cerca de duas horas. O movimento passou por três pontos na Praça Costa Pereira. A primeira parada foi na placa instalada na praça em homenagem aos que lutaram e estão desaparecidos. Depois os participantes do ato seguiram até o prédio onde havia uma base do Serviço Nacional de Informação (SNI). Ali falaram representantes da juventude.

O Ato foi finalizado no Memorial Pessoas Imprescindíveis, que também homenageia as vítimas capixabas da ditadura militar.

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