Conselheiros e advogados repudiam violação de prerrogativas



Confira algumas declarações de conselheiros e advogados que acompanharam o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, ao Ministério Público Estadual nesta última terça-feira (20), para entrega da representação criminal contra o secretário de Estado da Justiça, Angelo Roncalli de Ramos Barros, o subsecretário da pasta, Gildazio Kippel, e o diretor do Centro de Detenção Provisória de Viana II (CDPV II), por crime de abuso de autoridade, diante do gravíssimo caso de violação de prerrogativa profissional, com o recolhimento do advogado Clayde Luiz Martinelli na unidade prisional.

Luiz Claudio Allemand (conselheiro federal)
"O Conselho Federal da Ordem será comunicado no Pleno. Não podemos ceder as prerrogativas conquistadas na luta. Prerrogativas é garantia de defesa do cidadão. A situação se agrava porque existe uma decisão judicial. A atuação do presidente da Ordem é digna de reconhecimento de toda a classe, pois as prerrogativas são de todos nós."

Miltro José Dalcamin (conselheiro Seccional)
"A preocupação da OAB é que as prerrogativas não são mantidas o advogado fica despido de qualquer garantia. Em casos concretos, como são os processos, ele fica impedido de fazer a prestação jurisdicional, e a sua representação institucional também não será respeitada."

Sebastião Rivelino Amaral (conselheiro da Seccional)
"Esse ato foi uma afronta às prerrogativas dos advogados è à Constituição Federal. Todos nós sofremos com os prejuízos aos nossos direitos constitucionais."

Adão Rosa (advogado)
"Elogio a atitude do presidente da OAB-ES. Eloe tem se mostrado vigilante na defesa das prerrogativas profissionais e todas as vezes que há uma violência contra nossos direitos ele se insurge e adota providências."

Marco Antônio Gomes (advogado)
"Lamentável. As autoridades que afrontaram a Constituição Federal e o Estatuto dos Advogados devem responder criminalmente. "

Carla Pedreira (advogada)
"A atuação dos advogados criminalistas, mais precisamente a partir de 2003, não tem sido bem compreendida pela sociedade. Com esse ato da OAB, de fazer uma representação criminal contra o secretário de Justiça, a Ordem retoma sua postura de defesa das prerrogativas dos advogados e de forma direta e indireta está defendendo o direito de ampla defesa. Nós, criminalistas, que temos sofrido todas as espécies de discriminação e empecilhos estamos esperançosos e satisfeitos com a atitude do atual presidente da nossa instituição."

 

21/07/2010

 

keyboard_arrow_up