Ato Público
Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES acompanha início do julgamento do caso de feminicídio Milena Gottardi
A Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES acompanhou na manhã desta segunda-feira (23/08), o início do julgamento do caso de feminicídio Milena Gottardi, em frente ao Fórum Cível Criminal, na Cidade Alta, no centro de Vitória.
A vice- presidente da Ordem e presidente da Comissão, Anabela Galvão; a vice-presidente Juliana Pimentel Miranda dos Santos; a secretária geral, Genaina Ferreira de Vasconcellos e secretária geral adjunto, Maria Madalena Borges Fajardo e as membras Lorena Botelho, Hanna Pimentel Poleze, Ariany Carvalho, Maria Teresa Rossindo, Maria Falcão, Helina Espíndula, Aparecida Campos, Renata Lemos, Carla Coutinho, Marcia Curbani, Elizabeth Hadad, Luciana Ribeiro, Viviane Cestari e Silvia Hansen realizaram um ato, pedindo justiça pela morte da médica assassinada em setembro de 2017. O 1º dia do julgamento dos réus apontados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) como participantes do assassinato da pediatra iniciou nesta manhã.
Com várias faixas nas mãos, elas realizaram um ato em volta do Fórum e também pararam em frente ao Palácio Anchieta, pedido justiça pelo feminicídio de Milena e um basta à violência contra as mulheres. Acompanhando as advogadas estavam, também, familiares da médica.
A vice-presidente da Ordem e presidente da Comissão, Anabela Galvão, falou sobre o ato e o julgamento.
“É revoltante e desumano aceitar um crime bárbaro como o de Milena. Assim, como ela, temos muitas vítimas de feminicídio no Espírito Santo. Um crime horroroso que aconteceu há quatro anos. A Ordem não podia deixar de fazer esse papel institucional junto à sociedade para que se faça justiça e chegue a um veredito que todas nós mulheres, estamos clamando”, afirmou Anabela Galvão.
Anabela falou também sobre a Lei do Feminicídio. “A Lei Maria da Penha é uma preservação para a vida da mulher e prevenção de mortes anunciadas. Esta lei não tem caráter de sanção, mas de proteção. Foi necessário instituir uma nova lei que tivesse caráter de penalidade. A Lei 13.104 de 2015, do Feminicídio, tipificou o crime contra a mulher no âmbito da violência doméstica e familiar como hediondo e qualificador do homicídio”, informou.
A vice-presidente lembrou ainda que a OAB-ES criou, recentemente, a Ouvidoria da Mulher Advogada para combater a violência contra advogadas e esposas de advogados. Todos os atendimentos são feitos de forma sigilosa. “A violência contra a mulher não escolhe classe social e a cada dia, o número de feminicídios tem aumentado. É preciso dar um basta”, disse ainda a vice-presidente da OAB-ES.
A vice-presidente da Comissão, Juliana Pimentel Miranda dos Santos, que também estava presente, falou sobre o feminicídio. “Um crime tão bárbaro que feriu toda a sociedade, merece ser visto pelo Judiciário com a mesma intensidade da crueldade. Esperamos justiça”, disse Juliana.













