Advogados idosos aprovam curso específico promovido no Laboratório Digital da OAB-ES



“O mundo está em constante mudança e precisamos acompanhar essa evolução. Não podemos ficar atrasados”, declarou o advogado Walter Luiz Rodrigues, que participou do curso de Processo Eletrônico para melhor idade que terminou nesta sexta-feira (29). As aulas foram mais extensas, realizadas durante cinco dias pela ESA/OAB-ES e Comissão de Tecnologia e Informação da Seccional.

Para Walter Luiz, o fato de o curso ter sido estendido por cinco dias, dois a mais do que o normal, fez toda a diferença, “além do benefício de ser realizado no ambiente do laboratório digital para aprendermos na prática. Precisamos nos atualizar, afinal é nossa profissão. Daqui a pouco tempo não teremos mais papel para fazer as petições”, frisou o advogado.


Walter Luiz Rodrigues


Com intuito de garantir que a aula ficasse participativa e funcional a dinâmica do curso envolveu três advogados da Comissão que trabalharam como professores e monitores, auxiliando cada participante para que todos acompanhassem a matéria.

De acordo com o advogado Bruno Guerra, cada um fez a exposição de um tema específico e enquanto o professor explanava o conteúdo os outros assessoravam os alunos a compreenderem o que estava sendo falado.

Esse formato agradou muito os advogados como Osmar Valporto Tatagiba, que considerou o curso excelente. “Eu não sabia nada de Processo Eletrônico e comecei do zero. Agora compreendo diversas coisas. Se não tivéssemos o computador na frente para praticar a teoria não seria tão bom. O Processo Eletrônico não é mais o futuro e sim o presente, por isso temos que estar preparados”, declarou.


Osmar Valporto Tatagiba


Presidente da Comissão de TI da OAB-ES, Dyna Hoffmann, esclarece que o objetivo foi atualizar os participantes e possibilizar que eles tivessem total autonomia para trabalhar com PJe e com os outros processos eletrônicos também como Projudi, Apolo, Processo Eletrônico da Justiça do Trabalho e da Justiça Estadual.

“Nós sabemos que existe uma dificuldade. Mas a lei e as resoluções determinam que cada Tribunal tenha um computador e um servidor à disposição desses idosos, assim como dos deficientes visuais, inclusive isso já foi pedido pela OAB-ES, também por meio de ofício. É o que possibilita esses advogados de terem um auxílio quando encontrarem dificuldade. De qualquer maneira, os cursos vão continuar e nós vamos continuar nos empenhando para ajudá-los no que for possível”, salientou.

O advogado Yuri Iglezias Viana também atuou como monitor e professor no curso.

As próximas aulas que serão realizadas podem ser visualizadas na página da ESA/OAB-ES.

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