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Paridade de gêneros e o incentivo da participação de mulheres no Sistema OAB foi tema de debate
Publicado em 31 de Dezembro de 1969 • 21:00
Lideranças da advocacia capixaba debateram sobre a paridade de gêneros para cargos no Sistema da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pleiteado pelo Projeto Valentina do Conselho Federal na noite de segunda-feira (17/08).
O evento foi aberto pelo presidente da Seccional Espírito Santo, José Carlos Rizk Filho. “Fico muito feliz em inaugurar esse debate. Sou fã dessas iniciativas. Esse espaço é de todas as mulheres e tenho muito a aprender com vocês. Obrigado”, disse Rizk.
A presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES, Lívia Dal Piaz, conduziu o debate.
O Projeto Valentina foi apresentado pela autora e conselheira federal Valentina Jungmann e pela presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada no CFOAB, Daniela Borges. O evento contou com a presença especial da conselheira federal e decana, Cléa Carp. Participaram como debatedoras convidadas a vice-presidente da OAB-ES, Anabela Galvão; e a conselheira federal, Luciana Mattar.
A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada no CFOAB, Daniela Borges, destacou sobre relevância da representatividade feminina e que igualdade se refere aos mesmos direitos, apesar das diferenças.
“É uma honra estarmos presentes debatendo esse projeto na Seccional Espírito Santo. Hoje, nós mulheres, estamos presentes nos Tribunais, nos Fóruns, nas salas de aula. Em 10 estados brasileiros existem mais mulheres advogadas e homens advogados. Somos a metade no Sistema OAB. Então, nada mais justo que estejamos igualmente representadas na gestão. Penso em igualdade de gênero para as gerações futuras. Temos nossa própria força afinal somos 598 mil advogadas. Esse projeto me inspira. Gostaria que todas se envolvessem e se juntassem nessa luta”, disse a presidente.
A conselheira federal decana Cléa Carpi também falou sobre o debate e elogiou a atuação das conselheiras na luta pela implementação do projeto. “A Ordem vai completar 90 anos e é preciso a união na atuação com os colegas, nas bases, para levantar a voz e chegar ao Conselho Federal, de onde será implementado o projeto. “A causa da paridade não é só da Ordem é também nacional. Nós prestamos serviço público e exercemos função social, e isso deve ser a luz e caminho para chegarmos à paridade e igualdade de todos, para o bem da advocacia e cidadania”, afirmou a conselheira Clea.
A conselheira federal e autora do projeto, Valentina Jungamn, fez a apresentação. “Gratidão por caminhar juntos com essas mulheres advogadas sem vocês o projeto de paridade não teria essa repercussão nacional e que será apreciado pelo Conselho Federal”, disse.
A proposta prevê o atendimento de percentual de 50% para candidaturas de cada gênero. A nova regra também seria aplicada para os cargos de diretoria do Conselho Federal, dos Conselhos das Seccionais, das Subseções e das Caixas de Assistência.
Valentina Jungmann defende a participação das mulheres em cargos de diretoria da OAB visto que a presença feminina já é maioria em várias seccionais.
Além disso, segundo ela, é o momento de ampliar a democracia interna da entidade. “Essa mudança precisa ser implementação já nas próximas eleições em 2021. Essa medida protege tanto as mulheres quantos homens. Conclamo que todos abracem esse projeto que a OAB saia na frente na luta da paridade”, disse.
A vice-presidente da OAB-ES, Anabela Galvão, falou sobre a iniciativa e sobre sua militância na advocacia. “Eu sempre participei do Sistema OAB e militei na advocacia desde a época quando havia tinha mais advogados do que advogadas. É preciso incentivar a participação das mulheres advogadas no Sistema OAB. Temos que conscientizá-las da luta pela categoria. A questão da paridade é importante. Mas, também é necessário fazer com que as jovens advogadas se engajem e atuem dentro da Ordem”, disse Anabela.
“A ocupação feminina nos espaços de poder ainda é tímida. Por meio da paridade, as advogadas serão convocadas a participar mais ativamente da gestão da Ordem, em todo o País, inclusive no Conselho Federal. Como somos metade da classe, o pleito de igualdade no número de assentos nos Conselhos e Diretorias parece ser muito coerente e representativo. Somente com debate de qualidade, inclusive com a participação dos homens advogados, a advocacia capixaba poderá tomar posição sobre esse tema, que é pauta em todos as Seccionais do Brasil”, disse a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES, Livia Dal Piaz.
Os conselheiros federais Luiz Henrique Antunes Alochio e Carloss Magno Gonzaga Cardoso prestigiaram e participaram do debate sobre o tema, além de diversas advogadas capixabas.
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