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Homero Mafra defende poder fiscalizador do CNJ em cerimônia de entrega de carteiras na OAB-ES

Publicado em 07 de Outubro de 2011 • 15:39

Homero Mafra defende poder fiscalizador do CNJ em cerimônia de entrega de carteiras na OAB-ES

“A falência do Conselho Nacional de Justiça significa a falência do sistema judiciário brasileiro”, com essas palavras o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES), Homero Junger Mafra, mostrou sua indignação com relação à crise que enfrenta o órgão. No discurso, feito durante a cerimônia de entrega de carteiras, realizada nesta quinta-feira (06), na sede da Seccional capixaba, o presidente foi enfático. “Só os corporativistas, só os que têm medo de uma investigação séria não querem um CNJ forte. O CNJ precisa ser fortalecido. Há uma campanha orquestrada contra o CNJ”.

Na solenidade Homero Mafra deu as boas vindas aos novos colegas, enfatizando as lutas travadas pela Ordem na sociedade. “A Ordem diz não aos casos de abuso de autoridade. A Ordem disse, por seu presidente num artigo chamado ‘De longe o que vi’, a barbárie que foi a ação do Batalhão de Missões Especiais atirando para dentro da UFES. É preciso que a autonomia universitária seja preservada, é preciso que se proclame o respeito”,  e na defesa das prerrogativas profissionais “por isso hoje a Ordem se levanta contra atos de arbítrio do senhor Secretário de Justiça e Cidadania, Angelo Roncalli,  que baixa portaria exigindo que nós, principalmente as mulheres, não possamos entrar nos presídios com brincos ou canetas que não sejam transparentes. O que é isso senão o arbítrio mais puro, senão o desrespeito mais deslavado à advocacia?”, afirmou o presidente da OAB-ES.

A beleza e a importância da advocacia também foram lembradas. “Eu estou trazendo a vocês a doçura que é a advocacia, a doçura do inconformismo, a doçura que nos faz denunciar todos os atos de arbítrio, por isso não podemos calar a nossa voz, a nossa voz jamais será calada. Vocês estão ingressando na mais bela profissão que um ser humano pode ter, porque sem advogado não há justiça”, afirmou Homero Mafra.

O paraninfo da turma foi o conselheiro Paulo Henrique Cunha da Silva, que deixou uma mensagem apaixonada sobre o exercício da advocacia aos novos advogados capixabas. “O nosso ideal é sempre a justiça, porque enquanto existirem homens a busca pela justiça tem que ser o nosso bem maior”, e concluiu: “A advocacia, essa belíssima instituição só pode ser exercida com independência. É por isso que nós não temos amarras.”.

O compromisso foi lido pelo advogado Marcelo Serafim de Souza. A oradora da turma, a advogada Maria Raphaela Polessa Leão Castello, emocionou os colegas ao falar sobre o futuro. “No exercício da advocacia o mundo torna-se a nossa casa e a humanidade nossa família. Temos todos os instrumentos em nossas mãos para fazer valer a virtude, a honra e a honestidade basta queremos e trabalharmos para tal”, afirmou a advogada.

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