Comissão de fiscalização da Ordem notifica casos de publicidade irregular

Código de Ética da OAB-ES deve ser respeitado. Foto: Verbo Jurídico.
Código de Ética da OAB-ES deve ser respeitado. Foto: Verbo Jurídico.

A Comissão Especial de Fiscalização, Propaganda e Publicidade da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Espírito Santo (OAB-ES), está fazendo um levantamento, a partir de denúncias, e notificando advogados e sociedades de advogados que estejam irregulares com as regras de publicidade estabelecidas no Código de Ética e Disciplina da OAB.

No momento em que a Comissão constata alguma irregularidade o advogado é notificado para que regularize voluntariamente a situação. Em último caso ele deve comparecer a uma audiência preliminar na sede da OAB-ES, oportunidade em que será orientado sobre como proceder.

Alguns exemplos de publicidade regular merecem destaque. Os classificados de jornal devem conter o nome completo do advogado, o número da OAB, referências a títulos profissionais, além de endereços, horário de expediente e contatos. Não é permitido incentivar a judicialização dos casos, assim como é proibida a utilização de outdoor.

É importante destacar que a Comissão de Fiscalização, Propaganda e Publicidade já obteve êxito na correção de páginas de internet com informações inapropriadas e que não é intenção da OAB-ES proibir a publicidade, mas fazer com que o código de ética e disciplina seja respeitado pela categoria. 

Qualquer pessoa pode denunciar, com informações específicas do caso, uma possível irregularidade, por meio do protocolo na Ordem, no edifício Ricamar, no Centro de Vitória.

Veja abaixo as normas para publicidade de advogados e escritórios de advocacia que constam no Código de Ética da OAB.

CAPÍTULO IV

DA PUBLICIDADECAPÍTULO IV

DA PUBLICIDADE

Art. 28. O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade.

Art. 29. O anúncio deve mencionar o nome completo do advogado e o número da inscrição na OAB, podendo fazer referência a títulos ou qualificações profissionais, especialização técnico-científica e associações culturais e científicas, endereços, horário do expediente e meios de comunicação, vedadas a sua veiculação pelo rádio e televisão e a denominação de fantasia.

  • Títulos ou qualificações profissionais são os relativos à profissão de advogado, conferidos por universidades ou instituições de ensino superior, reconhecidas.
  • Especialidades são os ramos do Direito, assim entendidos pelos doutrinadores ou legalmente reconhecidos.
  • Correspondências, comunicados e publicações, versando sobre constituição, colaboração, composição e qualificação de componentes de escritório e especificação de especialidades profissionais, bem como boletins informativos e comentários sobre legislação, somente podem ser fornecidos a colegas, clientes, ou pessoas que os solicitem ou os autorizem previamente.
  • O anúncio de advogado não deve mencionar, direta ou indiretamente, qualquer cargo, função pública ou relação de emprego e patrocínio que tenha exercido, passível de captar clientela.
  • O uso das expressões "escritório de advocacia" ou "sociedade de advogados" deve estar acompanhado da indicação de número de registro na OAB ou do nome e do número de inscrição dos advogados que o integrem.
  • O anúncio, no Brasil, deve adotar o idioma português, e, quando em idioma estrangeiro, deve estar acompanhado da respectiva tradução.

Art. 30. O anúncio sob a forma de placas, na sede profissional ou na residência do advogado, deve observar discrição quanto ao conteúdo, forma e dimensões, sem qualquer aspecto mercantilista, vedada a utilização de "outdoor" ou equivalente.

Art. 31. O anúncio não deve conter fotografias, ilustrações, cores, figuras, desenhos, logotipos, marcas ou símbolos incompatíveis com a sobriedade da advocacia, sendo proibido o uso dos símbolos oficiais e dos que sejam utilizados pela Ordem dos Advogados do Brasil.

  • São vedadas referências a valores dos serviços, tabelas, gratuidade ou forma de pagamento, termos ou expressões que possam iludir ou confundir o público, informações de serviços jurídicos suscetíveis de implicar, direta ou indiretamente, captação de causa ou clientes, bem como menção ao tamanho, qualidade e estrutura da sede profissional.
  • Considera-se imoderado o anúncio profissional do advogado mediante remessa de correspondência a uma coletividade, salvo para comunicar a clientes e colegas a instalação ou mudança de endereço, a indicação expressa do seu nome e escritório em partes externas de veículo, ou a inserção de seu nome em anúncio relativo a outras atividades não advocatícias, faça delas parte ou não.

Art. 32. O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio, de entrevista na imprensa, de reportagem televisionada ou de qualquer outro meio, para manifestação profissional, deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, vedados pronunciamentos sobre métodos de trabalho usados por seus colegas de profissão.

Parágrafo único. Quando convidado para manifestação pública, por qualquer modo e forma, visando ao esclarecimento de tema jurídico de interesse geral, deve o advogado evitar insinuações a promoção pessoal ou profissional, bem como o debate de caráter sensacionalista.

Art. 33. O advogado deve abster-se de:

I - responder com habitualidade consulta sobre matéria jurídica, nos meios de comunicação social, com intuito de promover-se profissionalmente; II - debater, em qualquer veículo de divulgação, causa sob seu patrocínio ou patrocínio de colega;

III - abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o congrega;

IV - divulgar ou deixar que seja divulgada a lista de clientes e demandas;

V - insinuar-se para reportagens e declarações públicas.

Art. 34. A divulgação pública, pelo advogado, de assuntos técnicos ou jurídicos de que tenha ciência em razão do exercício profissional como advogado constituído, assessor jurídico ou parecerista, deve limitar-se a aspectos que não quebrem ou violem o segredo ou o sigilo profissional.

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