OAB-ES convida advogados para o Ato Público em homenagem ao juiz Alexandre Martins neste domingo, 24, na Praia de Camburi



Neste domingo (24), será realizado um Ato Público em homenagem a Alexandre Martins de Castro Filho, juiz estadual assassinado no ano de 2003. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Espírito Santo (OAB-ES) convida todos os advogados a participarem da manifestação e a refletirem sobre esse que representa um ataque à democracia. 

O ato público consistirá em uma caminhada silenciosa, seguida de homenagem simbólica, que partirá do quiosque nº 1 da Praia de Camburi até o Clube dos Oficiais, local em que haverá um painel com a trajetória do homenageado. Os organizadores sugerem que os participantes vistam branco. A concentração será a partir das 9 horas.

O assassinato de um magistrado e a constatação de que após dez anos esse crime ainda aguarda julgamento e clama por justiça leva à reflexão sobre a necessidade de a sociedade civil reagir e, diante de agressões como esta, reforçar o Estado Democrático de Direito e repensar o sistema judicial brasileiro.

A realização do Ato Público é uma iniciativa da Academia Brasileira de Direitos Humanos (ABDH), da Faculdade de Direito de Vitória (FDV) e da Secretaria de Justiça.

Sobre Alexandre Martins

O juiz e professor Alexandre Martins de Castro Filho foi um militante de extraordinárias causas junto à sociedade capixaba, enfrentando desafios enormes na luta contra o crime organizado.

Além de ser um grande magistrado, um professor querido por seus alunos, foi uma das lideranças que militaram por mudanças e transformações no Estado durante um período difícil vivido pelo Espírito Santo, que estava mergulhado em desvios de toda ordem, em delinquências político-administrativas e em práticas de corrupção. Ele integrava a missão especial federal que, desde julho de 2002, investigava as ações do crime organizado no Espírito Santo, e sua morte foi um marco na mobilização da sociedade capixaba na luta contra o crime organizado.

Ele perdeu a vida na luta para resguardar os princípios fundamentais da democracia e o respeito à ética na política. O seu assassinato chocou o país, e foi tema de várias reportagens em jornais de circulação nacional e nas grandes redes de TV. Alguns dos acusados do crime ainda estão soltos, e todos os mandantes do crime ainda não foram julgados.

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